03/11/2010

LAKSHMI


"Antes de mais nada, como nós vemos, este símbolo da Lakshmi representa,que uma pessoa que tem a Lakshmi deve ser muito generosa."

Shri Mataji Nirmala Devi - EUA - 2000



"Com uma mão, Ela está doando aos outros. Uma pessoa que é avarenta com Lakshmi é absolutamente contra o Princípio de Lakshmi. E uma pessoa avarenta assim nunca pode regozijar as bênçãos. E, gradualmente, ela começa a ficar cada vez mais pobre.
Quando você começa a dar com a mão esquerda, isso significa que você abriu a porta para sua Lakshmi entrar. Então, a graça de Lakshmi vem em você. E essa graça, como Lakshmi, também tem outro aspecto: que você deve dar proteção. Aquelas que são pessoas com dinheiro devem proteger deste jeito. Proteger quem? Proteger as pessoas que estão em dificuldades, pessoas que estão sofrendo muita crueldade, crianças órfãs que necessitam de sua ajuda. Tudo isso deve ser examinado cuidadosamente. E a proteção das pessoas que são dependentes de você. Então, isso tem que ser feito com a mão direita. Esse é o símbolo de Lakshmi.
E há duas mãos levantadas lá, que vocês viram, com o lótus cor de rosa. O lótus cor de rosa sugere que você deve ter amor no seu coração. Rosa é o símbolo do amor e da compaixão.
Como Eu disse antes a vocês também, uma pessoa que tem Lakshmi deve ter uma casa onde todo mundo é recebido. Como um lótus que recebe todos os insetos, mesmo os besouros que têm muitos espinhos. E o besouro vem e dorme a noite inteira muito confortavelmente. E o lótus fecha suas pétalas de forma que o besouro não tenha problemas para ficar confortável. Portanto, essas casas devem acolher os hóspedes, qualquer que seja o tipo deles. E eles devem ser tratados muito bem, como se os Deuses tivessem vindo à sua casa."
(...) "Outro símbolo muito importante é que Ela está em pé sobre um lótus. Está tudo glorificado, todos os belos lótus carregando-A. Mas o lótus sugere que Ela não lança nenhuma pressão, nenhum desequilíbrio, nenhum poder ao redor.
Mas nesses países onde as pessoas têm dinheiro, elas tentam lançar poder em tudo ao redor. E aquela que tem dinheiro se torna a pessoa mais poderosa. Tudo se transforma em poder, então. Dinheiro é poder, amor é poder. Esse poder não tem nenhuma divindade nele, mas é um poder de opressão e agressão e vaidade.
Todos esses símbolos da Lakshmi são muito convincentes. De modo que, hoje, quando dizemos que alguém tem dinheiro, ou algum país ou alguma nação, eles são exatamente o oposto do que eles deveriam ser. A razão é que eles não são iluminados.
Eles têm que ter luzes em seus corações, assim como nós vemos isso no Diwali, tem que haver a luz. E sem iluminação, essas pessoas ricas, assim chamadas Lakshmipatis, tornam-se insensatas. É por isso que tem que haver luz. Porque com Lakshmi, uma pessoa pode tornar-se completamente cega.
A assim chamada Lakshmi não lhe dá uma compreensão apropriada do que significa você ter dinheiro, você ser rico. O que isso significa? É por isso que a pessoa quer ter luzes. A menos e até que você tenha a luz da Divindade dentro de você, você não compreenderá o grande símbolo da Lakshmi.
Mas, na Sahaja Yoga, nós acreditamos que a Lakshmi deve se tornar Mahalakshmi. O homem tem que tornar-se um “homem maior”, maha-manava. O que isso significa? Que Ela tem que tornar-se a Mahalakshmi. Mahalakshmi é uma Divindade que torna você completamente satisfeito com o que quer que você tenha, completa satisfação.
Não apenas isso, mas você começa a pensar: “O que quer que eu tenha não é suficiente. Eu tenho que ter alguma outra coisa. Nem dinheiro, nem mais carros, nem mais televisões e objetos, mas eu tenho que ter alguma outra coisa que me dará a verdadeira satisfação.”
Você sabe que a lei da economia é que você nunca está satisfeito, nada é saciável. Então você segue comprando um e outro, e outro, e outro, e assim por diante. Mas, quando o Princípio de Mahalakshmi brilha em você, então você não quer mais. Você deseja dá-lo aos outros e você quer regozijar sua generosidade. Esse é o primeiro sinal de que você está se movendo agora de Lakshmi para Mahalakshmi.
Até o Princípio de Lakshmi, você estava cego. E o que quer que ele fosse, você estava pedindo mais coisas e mais coisas e mais coisas. Depois que isso termina, então você tem luz, iluminação. Quando você tiver feito todas as quatro coisas apropriadamente, isto é, generosidade, proteção, e hospitalidade e compaixão, então você começa a se envolver em outro modo de movimento, porque você sabe que nada traz satisfação, nada é saciável, correndo de uma coisa para outra, daquela para outra, daquela para outra."
(...) "E no caminho de Mahalakshmi, você pode encontrar outros tipos de personalidades. Porque se você tem a luz em seu coração, então você começa a ver que esse negócio de dinheiro não traz nenhuma satisfação. Você continua mudando de um para outro. Então você pensa: “O que nós devemos fazer?”
Com essa luz em seu coração, você descobre que você tem que seguir, agora, o Princípio de Mahalakshmi. Senão você estará perdido. Então, quando você pensa em Mahalakshmi, você começa a buscar, a buscar o caminho pelo qual você possa realmente ter uma verdadeira satisfação na vida."

http://www.sahajayoga.org.br



Oração





Lakshmi, Deusa da Fortuna e Abundância,

Das riquezas de Deus no alto,

Teus tesouros vindos do Sol

Derrame sobre nós!

Coração com a Luz sintonizado,

Poder para do céu trazer

Riqueza que o plano expande para todos os homens

Dos Mestres Ascensionados !

Afina nossa consciência com a tua!

Amplia nossa visão e faz-nos ver

Que a riqueza é para todos os de Fé

Que chamam Deus e pedem para o chamado descer.

Que desça nós, mandamos,

Farto MANÁ da mão de Deus com igualdade

Para que aqui como no alto,

Expressando Amor a Deus,

Recebamos Saúde, Força, Abundância e Prosperidade!

Assim seja e assim é!

28/10/2010

Eu sou a Deusa dos dez mil nomes
E infinitas possibilidades

Todos os poderes Dela são meus
Todos os poderes Dela estão em mim

26/10/2010

PARVATI E SHIVA


Foi nas ondas serenas do samadhi que eu a encontrei.
Ela surgiu nimbada de luz à minha frente, em meio às estrelas cintilantes.
Ela nada disse, mas pelo seu olhar fui possuído por uma onda de doçura.
Fiquei paralisado, enquanto as ondas de amor varriam o meu corpo espiritual.
Um turbilhão de cores suaves envolveu-me completamente.
No silêncio da luz, Ela abençoou-me incondicionalmente.
Ela percebia completamente os meus defeitos e qualidades, de todas as vidas.
Ela via as luzes e sombras de um homem... E vertia o amor em silêncio.
Ela abriu os braços e acolheu-me num abraço profundo.
E eu naveguei no colo da Mãe Divina com as estrelas.
Ali eu não era mais o homem dualista, era só unidade e amor.
Eu não era mais o homem adulto, era sua criança-ananda.
Ela me levou aos planos das consciências serenas em seu regaço.
No seio do silêncio interdimensional, eu fui tocado pela alma dos rishis.
Vi várias de minhas vidas anteriores passando em frações de segundo...
As luzes e as sombras de um espírito... as experiências e lições da vida.
Permeando a todas elas havia uma luz intensa, um sol de amor silencioso velando e aguardando o momento do encontro estelar.
Era Ela! Aquela a quem os próprios rishis se curvam em respeito.
Aquela Mãe Divina da qual Ramakrishna tanto falava.
A Mãe do samadhi, a senhora das estrelas radiantes, a Mãe dos iogues.
Aquela que brilha no lótus das mil pétalas sorrindo com Shiva.
Aquela que cativou o Mahadeva com sua beleza e graça.
Ela, a Mãe dos viajantes espirituais que reencarnam na Terra.
A mesma Mãe que tocou Vyasa e Sukadeva, e velou por Shankara.
A Mãe do Amor Que Gera a Vida!
Ela, a consorte de Shiva, que me abraçou como filho.
Parvati, a Mãe da alegria e senhora das energias.
Que com o seu olhar amoroso me disse:

"Viaje junto com os homens, lado a lado, como um igual. Senta junto com eles e lhes fale de Espiritualidade e Amor. Brinque com eles, faça-os sorrir no serviço e anime-os na jornada. Projete as clarinadas da consciência cósmica em seus caminhos e espere o tempo do despertar de cada um. Ensine a eles a arte de prestar ajuda aos outros dentro da realidade humana e espiritual.
Quando eles despertarem para o sol de amor que os acompanha silenciosamente, os véus que encobrem suas percepções será dissolvido.
E eles voarão nas luzes eternas do samadhi.
Segue com eles em nome do Amor que interpenetra a todos."

Parvati, a Mãe graciosa que conquistou o coração de Shiva, e que tocou-me silenciosamente nas ondas serenas de um olhar amoroso.
Ela, o sol que vela invisivelmente pelos viajantes espirituais.


Om Namah Parvatiai.

20/10/2010

GANESHA


Ganesha é o primeiro Deus a ser reverenciado em todos os rituais Hindus. Está nas portas dos templos e casas protegendo as suas entradas. Ganesha é o Deus que remove todos os obstáculos, ele é o protetor de todos os seres. Ele também é o Deus do conhecimento. Ganesha representa o sábio, o homem em plenitude, e os meios de realização. Sua figura revela um significado profundo e necessita ser desdobrada.
Sobre sua origem
Ganesha é filho de Shiva e Parvati. Shiva é o Deus criador do Yoga, vivia nas montanhas dos Himalayas e raramente visitava sua esposa Parvati. Shiva e Parvati abraçados são a representação do Tantra. Os Puranas dizem que a relação sexual durava milênios mas Shiva não ejaculava, tinha completo domínio (Vama Tantra), assim Shiva não tinha filhos. Parvati gostava de se preparar para receber Shiva, mas todos os guardiões falhavam quando se tratava de Shiva, assim Parvati resolveu ter o seu próprio filho e guardião; retirou de si o material e deu vida a criança, Ganesha aprendeu a lutar bravamente e se tornou o guardião de seus aposentos. Um dia Shiva chegou e quis entrar, Ganesha bloqueou sua entrada. Shiva não aceitou de ser impedido de entrar e ordenou que seus guardas lutassem, Ganesha venceu todo o seu exército então Shiva lutou até decaptar Ganesha. Parvati chorou muito e reinvidicou que Shiva devolvesse a vida a seu filho , Shiva disse que ele não podia ser seu filho, realmente ele era somente filho de Parvati - a matéria mortal, assim Shiva ordenou que seu exército fossem para o norte e que trouxessem a primeira cabeça de um ser vivo que encontrassem; encontraram um elefante. Shiva colocou a cabeça de elefante sobre o corpo do menino e deu vida a ele. Parvati exigiu que Ganesha fosse o primeiro a ser reverenciado em todos os rituais. Ganesha passou a ser filho também de Shiva e se tornou um Deus.

Significado de sua origem
Como todas as lendas encerram dentro de si um significado maior, vamos desdobrar a simbologia da história de Ganesha. Primeiro conta os Puranas que Ganesha tem um corpo físico “criado” por Parvati, símbolo da matéria perecível, ou seja que é humano. Mostra que ele não conhece o pai - Shiva, a realidade Suprema. Quando Parvati solicita sua proteção ele a obedece incondicionalmente (cuida a matéria, é apegado a ela). Quando seu pai chega, luta com ele (não quer perder a individualidade) não o reconhece, mas luta com bravura, quer cumprir o seu dever. O pai admira sua coragem, mas não podendo deixá-lo vencer, corta a sua cabeça (ego, mente, arrogância) e ele morre. Parvati zangada com a morte do filho mostra a matéria não querendo perder seu “nome e forma”. Shiva coloca uma nova cabeça no filho que renasce pelas mãos de Shiva, nasce do supremo. Parvati ficando contente com as promessas de Shiva de que seu filho será reverenciado no início de todos os rituais e cerimônias e, antes de qualquer empreendimento mostra que a perda da individualidade é o ganho do absoluto, da plenitude. O sábio vence todos os desafios, luta com bravura, remove todos os obstáculos e depois morre, perde a cabeça para ganhar uma nova dada por Shiva, o absoluto.

Simbologia
Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino indicando sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras. Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva - o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.

As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a auto realização - “Sravanam”, escutar o ensinamento e “Mananam”, refletir sobre ele. A tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado, e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza,etc) tendo atingido um estado de equanimidade , representado por uma das presas quebrada. O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante).

A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, freqüentemente roubando mais do que pode comer e estocando mais do que pode lembrar. O Sábio tem o desejo sob total controle, por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos sentidos. No dia de Ganesha é aconselhavel não olhar para a lua, pois conta os puranas que a lua riu de Ganesha voando pelo céu em seu veículo o ratinho(corpo). A lua representa o ignorante rindo do sábio. Esta imagem representa o Sábio tentando passar sua sabedoria infinita através de seus equipamentos finitos(corpo e mente).
Ganesha possui quatro braços que são utilizados na ação de destruir os obstáculos:

A mão superior direita carrega uma machadinha - Ishvara na forma de Ganesha (senhor dos obstáculos) decepa os apegos aos objetos como fonte de felicidade e a falsa identificação com o corpo , elimina os obstáculos para que possamos ter uma mente tranqüila e possibilitar o conhecimento.

A mão superior esquerda leva um laço e ou um lotus - Com o laço ele prende a atenção na verdade, na realidade suprema, ou seja no Eu absoluto. O Lotus é a natureza pura, absoluta e imaculada.

A mão inferior direita abençoa com Abhãya Mudrã - Estra mudrã abençoa com prosperidade e destemor. Freqüentemente encontramos um Japa-mala, mostrando que esta prosperidade está na forma de Japa (repetição de um mantra) a mais eficaz técnica de preparação da mente.

A mão inferior esquerda oferece Modaka - Modaka é um doce de leite e arroz tostado que representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e auto conhecimento

28/09/2010

RITUAL DA PRIMAVERA




Entramos na energia de um mês muito legal, um mês de festa e celebração da Primavera
Na fase da lua crescente, temos uma energia que nos traz PROSPERIDADE e crescimento tanto físico como ESPIRITUAL
Já na fase da Lua Cheia recebemos a energia de crescimentos da auto-estima e resolução dos problemas amorosos.
O Equinócio de Primavera marca o momento em que a natureza floresce e se rejubila. A terra e as plantas são férteis. Celebra-se a vida, o renascimento, a criança interior, o equilíbrio e a harmonia. É o momento de novos inícios. A primavera inicia um novo ciclo para a Terra, trazendo novas oportunidades e novos projetos. A Primavera tudo renova: a casa, o trabalho, os relacionamentos, a vida, a saúde.
Boa sorte e que os Deuses da Primavera o auxiliem nos novos projetos!

24/09/2010

blodeuwedd


Bloudeuwedd é a Deusa das Flores, da terra, da sabedoria, dos mistérios lunares e iniciações. Seu nome significa "Face de Flor" ou "Flor branca" Esta Deusa está associada à madrugada e ao May Queen. A fase da lua que representa Blodeuwedd é a Lua Escura, época de total introspecção. O vento frio carrega seu nome e suas cores são o branco e o preto. Na Roda do Ano, Blodeuwedd associa-se as festividades de Samhaim. Blodeuwedd foi criada por Math e Gwydion, a partir da florescência de nove flores - os celtas acreditavam que através de suas nove flores poderiam atrair as bençãos da deusa. Seus símbolos mágicos são a coruja branca, a rainha-dos-prados, o carvalho, a vassoura, a primavera e o joio. Seu dia é sexta-feira e suas cores são o rosa, verde e marrom.

MELCHIZEDEK


Uma das personagens mais misteriosas e comentadas da Bíblia, Melquisedec surge nos últimos tempos como um dos seres mais importantes para nosso planeta num momento de transformação.

Por Gilberto Schoereder

O nome de Melquisedec surge na Bíblia em Gênesis (14: 18-20), em Salmos 110, e em Hebreus (5-7), e é grafado de diversas formas: Melquisedec (por exemplo, na Bíblia de Jerusalém) ou Melquisedeque, em outras fontes em português; Melchizedek; Malki-tzédek; Malchizedek; Melchisedech.
Segundo alguns estudiosos, o nome ou expressão podem ser traduzidos como “Zedek é meu rei”, ou “meu rei é justo”. No primeiro caso, refere-se a uma divindade caananita. No Gênesis, Melquisedec é apresentado como o rei de Salem – cidade que muitos estudiosos entendem como sendo a própria Jerusalém –, e sacerdote de El Elyon, ou Deus Altíssimo, interpretado por alguns como uma referência a Iahweh.
Carmen Balhestero, da Pax Universal, informa que, para os mestres da Fraternidade Branca, Melquisedec sempre esteve presente nas principais ordens iniciáticas da humanidade, como a Maçonaria, os Templários e a Rosa-Cruz. “Sanat Kumara ou Melquisedek”, ela explica, “veio de Vênus há éons para trazer a chama do Amor Incondicional para a Terra, e fundou, no centro da Mãe-Terra, Shamballa – o centro de aprendizado para a evolução humana –, e comprometeu-se a só voltar a Vênus quando o último ser humano atingir a ascensão”.
A Enciclopédia Britânica diz que Melquisedec é uma figura de importância bíblica porque era tanto um rei quanto sacerdote, e encontrou com Abrão quando este voltava da batalha em que derrotou Codorlaomor, levando-lhe pão e vinho. Segundo a enciclopédia, alguns estudiosos cristãos interpretaram essa passagem como uma precursora da Eucaristia.
O texto em Hebreus (7:3) diz: “Sem pai, sem mãe, sem genealogia, nem princípio de dias nem fim de vida! É assim que se assemelha ao Filho de Deus, e permanece sacerdote eternamente” (Bíblia de Jerusalém. Paulus). A interpretação dessa passagem tanto pode ser a de que Melquisedec era semelhante ao Filho de Deus, ou o próprio Filho de Deus; outras entendem que houve um erro de tradução e que a ordem que ele dirigia é que era “sem genealogia”.

Apesar de aparecer poucas vezes na Bíblia, Melquisedec se tornou uma das figuras mais discutidas e misteriosas do livro sagrado, sendo alvo de interpretações tanto no cristianismo quanto no judaísmo. Uns entendem que a narrativa de Melquisedec fazia parte de uma tradição independente, inserida de forma desastrada na narrativa da batalha travada por Abrão. Em algumas interpretações rabínicas, ele é identificado com Sem, filho de Noé; outras afirmam que Melquisedec instruiu Abrão na Torá, e ainda, que a escola de Melquisedec era um dos três lugares em que o Espírito Santo se manifestava; ainda identificaram Melquisedec como sendo um dos quatro ferreiros citados em Zacarias (2:3); e o Talmude ensina que Davi escreveu o Livro dos Salmos incluindo nele o trabalho dos anciãos, inclusive Melquisedec.
Já na tradição gnóstica – conhecida por meio dos textos encontrados em 1945 e hoje conhecidos com a Biblioteca de Nag Hammadi –, é revelado que Melquisedec é Jesus Cristo, ou seja, como Jesus, Melquisedec vive, prega, morre e ressuscita.
Jane Ribeiro, que faz um trabalho gratuito na Pax sobre Melquisedec, diz que ele é um dos “Senhores da Luz”, juntamente com Arcanjo Miguel e Lorde Metraton. “Esses seres”, ela explica, “são divindades que servem diretamente ao Pai Altíssimo e, a cada término de um ciclo planetário, se aproximam para atuar como guias, ajudando a preparar a humanidade no transcurso do período de transição”.
Ele é considerado o Sacerdote Eterno e Permanente do Altíssimo, tendo recebido do Pai o título de sumo sacerdote, quando então foi ativada a atuação da Ordem de Melquisedec.
Ele teria vivido na Terra em cerca de 8.000 a.C., e alguns esotéricos conseguiram identificar algumas de suas passagens na Terra. Helena Blavatsky (1831-1891), por exemplo, fundadora da Sociedade Teosófica), identificou-o com o Noé bíblico, o que nos remete à interpretação rabínica que o identifica com o filho de Noé. No livro A Hierarquia dos Iluminados (Madras Ed.), a autora Narcy C. Fontes afirma que Enoc (ou Enoque), pai de Matusalém, foi uma das “passagens” de Melquisedec. E nos livros da Ponte Para a Liberdade (www.ponteparaaliberdade.com.br) ele é identificado como sendo Sanat Kumara, o Instrutor do Mundo. Estaria entre nós desde a longínqua era da Lemúria – um continente que, segundo alguns estudiosos, teria existido na região do Oceano Pacífico, ou Índico, segundo algumas versões, e que teria afundado, ainda antes da Atlântida. Assim, Melquisedec teria vivido na Terra em corpo físico por pequenos períodos, como uma encarnação do Pai, com o objetivo de auxiliar a humanidade em seus momentos de transição. Seu trabalho aqui tem sido, portanto, o de manter viva a sabedoria do Pai. “Muita dessa sabedoria”, diz Jane Ribeiro, “foi inserida em nossa memória celular e desperta neste tempo, uma vez que a ativação da Ordem de Melquisedec neste planeta possibilitou a liberação dessa sabedoria para toda a humanidade”.

Também realizando um trabalho sobre Melquisedec é o designer gráfico Mário Diniz. Ele explica que seu primeiro contato com Melquisedec – que ele grafa como Melchizedek –, foi através do livro O Alquimista, de Paulo Coelho. “Como designer gráfico”, ele conta, “criei as ilustrações para a edição brasileira e a da Espanha. Nesta obra existe uma personagem com o nome de Melchizedek, O rei de Salém, que sempre aparecia para aqueles que estavam prestes a desistir de sua Lenda Pessoal”. Anos depois, Diniz foi convidado a criar uma imagem para Melchizedek, capa para uma revista metafísica de vanguarda publicada no Brasil e em Sedona, Estados Unidos. “Essa imagem até hoje emociona e sensibiliza todos aqueles que a tocam com seu olhar, introjetando e inspirando o Sagrado em nosso coração”.
Na mesma época, quando fazia um treinamento específico para abrir-se às canalizações conscientes, Melquisedec se aproximou ainda mais da vida diária de Mário Diniz, que realizou diversos projetos sob sua orientação e canalização. Em maio de 2001, no exato momento em que recebia sua formação como Karuna Reiki Master, seu mestre-professor recebeu uma mensagem segundo a qual ele também deveria receber, naquele momento, a iniciação da Ordem de Melchizedek, “uma iniciação reiki só outorgada dentro do Sistema TeraMai Reiki em seu último nível. Foi um momento sagrado inesquecível”.
“Em dezembro de 2001, durante um Processo Iniciático de Reprogramação de DNA, que dura 21 dias, recebi uma Iniciação Espiritual com Espada e Orientação direta de Lord Melchizedek e Saint Germain para que outorgasse esta mesma Iniciação ao maior número de pessoas que estivessem abertas para receber. Quando perguntei se era Melchizedek ou Saint Germain, a resposta que veio foi: “Somos Um”. Desde esse dia Diniz é um Sacerdote da Ordem de Melchizedek e do Fogo Violeta de Saint Germain.
Ele conta que a Ordem de Melchizedek foi reativada no planeta em meados de 1993, para formar ou despertar melchizedeks que já se encontram preparados para receber o sacerdócio dessa ordem cósmica, que tem seu templo nos Planos Internos, “melhor representado na sagrada câmara secreta do seu coração, sob um Véu Trino de Fogo Rosa, Dourado e Azul. Ali, encontra-se a Sua Verdade, Caminho e Vida Eterna”.

Diniz explica que Melchizedek é conhecido como o Logos Universal, o Grande Espírito e Arquiteto deste universo. Também é conhecido como Rei do Mundo, aquele que contém o Acorde Universal e a Ordem Divina para este universo.
“Na Terra”, explica Mário Diniz, “a Ordem de Melchizedek desperta em todos aqueles que estejam vibrando no aprimoramento da realidade em que vivemos. A Ordem de Melchizedek é uma ordem de ensinamentos e transformação, preparando almas para operarem em muitos mundos, recebendo as novas formas-pensamento e códigos de energia para que transcendam seus Alphas-Omega (limites inicial e final), e mudem a lei cármica ou dharma destes mundos ainda subordinados pela Limitação”.
Ele diz ainda que os sacerdotes e as sacerdotisas de Melquisedec são aqueles que têm a capacidade de ver por trás dos mitos da ilusão sócio-política e que trabalham com a inteligência superior (o “eu superior”) e com a organização da consciência humana. Assim, cita como grandes sacerdotes da Ordem de Melquisedec: Abraão, Jesus, Saint Germain, Krishna, Roger Bacon, Paracelso, René Descartes, Isaac Newton, Alberto Magno, Giordano Bruno, Benjamin Franklin, Walt Whitman.
“Em nossa Era de Aquário, a Ordem de Melchizedek é mais uma vez acionada para tornar visível ao planeta Terra a promoção e a aceleração da consciência de Deus, para ensinar e demonstrar o Princípio da Unidade de todas as coisas. Precisamos nos dedicar a transformar nós mesmos e auxiliar a todos, para ascender à nossa consciência maior, desenvolver a auto-maestria, ensinada por todos os Mestres Ascensionados. As Iniciações e Sintonizações do Sacerdócio da Ordem de Melchizedek são um grande passo, necessário para a compreensão dos Divinos Princípios dessa Ordem Cósmica

MERKABAH




Merkabah é uma tradição mística da cabala que retrata o Merkabah ou Trono ou Carro de Deus, que podia subir ou descer através de diferentes câmaras ou palácios celestiais conhecidos como Hekhalot - o último deles revelava a divina Glória de Deus. Durante o período do Segundo Templo, a Visão de Ezequiel foi interpretada com um vôo místico para o céu, e os místicos cabalistas desnvolveram uma técnica para usar o símbolo do Merkabah como ponto focal da meditação. O místico faria uma viagem interior para os sete palácios e usaria os nomes mágicos secretos para garantir uma passagem segura por cada um deles. Até bem recentemente, esses procedimentos e fórmulas místicas só eram conhecidos pelos estudiosos da Cabala. Contudo, os textos relevantes do Hekhalot Maior - o principal trabalho dos místicos do Merkabah - foram publicados em inglês no importante livro intitulado "Meditation and Kabbalah" (1982), da autoria de Aryeh Kaplan.


A Palavra “Merkabah”
A palavra Merkabah é composta por três palavras menores:

1. MER refere-se a um tipo muito especial de luz – um campo de luz induzido (ou eletromagnético), cuja descoberta remonta ao antigo Egito, durante a Décima Oitava Dinastia, com o estabelecimento de novas orientações da religião voltada ao culto do Deus Único. “Mer” era vista como campos de luz rotatórios girando em sentidos opostos no mesmo espaço. Estes campos são gerados a través de técnicas específicas.

2. KA refere-se ao espírito individual

3. BAH refere-se à interpretação espiritual de uma determinada realidade particular. Na realidade humana terrestre, “Bah” está normalmente associado ao corpo físico, alma ou realidade física. Em realidades em que os espíritos não têm corpos, “Bah” refere-se aos conceitos ou interpretações da realidade nos reinos específicos em que vivem.

O que é Merkabah
Merkabah é o veículo de luz que transporta o espírito, a mente e o corpo para acessar e experimentar outros planos de realidade ou de potenciais de vida mais elevados. Podemos classificá-lo como um veículo interdimensional. Os antigos cabalistas conheciam-no como “a carruagem de Deus”, sendo uma referência ao veículo de luz ao qual o ser humano tem acesso, capaz de transportar o espírito (e, em estágios mais avançados, até o corpo físico) para outras dimensões.
Com a ativação da Merkabah, as pessoas passam a aprender mais sobre si mesmas e a conectar-se com seu Eu Superior. Assim, com a Merkabah ativada, começamos a vivenciar níveis de consciência mais elevados. A Merkabah é uma ferramenta que ajuda os seres humanos a expressarem todo o seu potencial. É um campo de energia cristalina que alinha simultaneamente o corpo, a mente e o espírito. Este campo estende-se em torno do corpo humano a distâncias variadas, podendo chegar até aproximadamente 15m, girando a velocidades às vezes maiores que a velocidade da luz.
Na maioria das pessoas, este campo funciona muito lentamente ou então se encontra inteiramente parado devido à falta de uso. A Merkabah completamente ativada assemelha-se à estrutura de uma galáxia ou um OVNI. Através do AMOR DIVINO e do uso de certas técnicas, podemos reativar esse campo vital de luz em torno de nossos corpos. Sem AMOR INCONDICIONAL, a Merkabah é apenas uma máquina que não chega a permitir que o espírito criador retorne para casa e alcance altos níveis de consciência.
Através de estudos dos ensinamentos sagrados de Lemúria, Atlântida e antigo Egito, unificados aos conhecimentos e estudos da Física Quântica e da Geometria Sagrada, foi possível a descoberta deste poderoso conjunto de técnicas que possibilitam alcançar a ativação completa do corpo ou veículo de luz., juntamente com a abertura do chacra cardíaco e o ancoramento das vibrações do AMOR INCONDICIONAL. Com isto adquirimos a capacidade de fazer uma limpeza dos canais energéticos sutis de nossos corpos, ampliando e expandindo nossa consciência. Pela geometria sagrada, trazemos à consciência a existência de vários campos magnéticos que circundam nossos corpos (um deles é o campo formado pela estrela tetraédrica), e através da ativação da Merkabah, conseguimos acessar estes campos e projetar nosso ser para outras dimensões. A Merkabah capacita-nos a experimentar plenamente a expansão consciencial, conectando-nos com nossos potenciais mais elevados e restaurando o acesso e a memória das infinitas possibilidades do nosso ser.

A Palavra “Merkabah”
A palavra Merkabah é composta por três palavras menores:

1. MER refere-se a um tipo muito especial de luz – um campo de luz induzido (ou eletromagnético), cuja descoberta remonta ao antigo Egito, durante a Décima Oitava Dinastia, com o estabelecimento de novas orientações da religião voltada ao culto do Deus Único. “Mer” era vista como campos de luz rotatórios girando em sentidos opostos no mesmo espaço. Estes campos são gerados a través de técnicas específicas.

2. KA refere-se ao espírito individual

3. BAH refere-se à interpretação espiritual de uma determinada realidade particular. Na realidade humana terrestre, “Bah” está normalmente associado ao corpo físico, alma ou realidade física. Em realidades em que os espíritos não têm corpos, “Bah” refere-se aos conceitos ou interpretações da realidade nos reinos específicos em que vivem.

O que é Merkabah
Merkabah é o veículo de luz que transporta o espírito, a mente e o corpo para acessar e experimentar outros planos de realidade ou de potenciais de vida mais elevados. Podemos classificá-lo como um veículo interdimensional. Os antigos cabalistas conheciam-no como “a carruagem de Deus”, sendo uma referência ao veículo de luz ao qual o ser humano tem acesso, capaz de transportar o espírito (e, em estágios mais avançados, até o corpo físico) para outras dimensões.
Com a ativação da Merkabah, as pessoas passam a aprender mais sobre si mesmas e a conectar-se com seu Eu Superior. Assim, com a Merkabah ativada, começamos a vivenciar níveis de consciência mais elevados. A Merkabah é uma ferramenta que ajuda os seres humanos a expressarem todo o seu potencial. É um campo de energia cristalina que alinha simultaneamente o corpo, a mente e o espírito. Este campo estende-se em torno do corpo humano a distâncias variadas, podendo chegar até aproximadamente 15m, girando a velocidades às vezes maiores que a velocidade da luz.
Na maioria das pessoas, este campo funciona muito lentamente ou então se encontra inteiramente parado devido à falta de uso. A Merkabah completamente ativada assemelha-se à estrutura de uma galáxia ou um OVNI. Através do AMOR DIVINO e do uso de certas técnicas, podemos reativar esse campo vital de luz em torno de nossos corpos. Sem AMOR INCONDICIONAL, a Merkabah é apenas uma máquina que não chega a permitir que o espírito criador retorne para casa e alcance altos níveis de consciência.
Através de estudos dos ensinamentos sagrados de Lemúria, Atlântida e antigo Egito, unificados aos conhecimentos e estudos da Física Quântica e da Geometria Sagrada, foi possível a descoberta deste poderoso conjunto de técnicas que possibilitam alcançar a ativação completa do corpo ou veículo de luz., juntamente com a abertura do chacra cardíaco e o ancoramento das vibrações do AMOR INCONDICIONAL. Com isto adquirimos a capacidade de fazer uma limpeza dos canais energéticos sutis de nossos corpos, ampliando e expandindo nossa consciência. Pela geometria sagrada, trazemos à consciência a existência de vários campos magnéticos que circundam nossos corpos (um deles é o campo formado pela estrela tetraédrica), e através da ativação da Merkabah, conseguimos acessar estes campos e projetar nosso ser para outras dimensões. A Merkabah capacita-nos a experimentar plenamente a expansão consciencial, conectando-nos com nossos potenciais mais elevados e restaurando o acesso e a memória das infinitas possibilidades do nosso ser.