26/10/2010

PARVATI E SHIVA


Foi nas ondas serenas do samadhi que eu a encontrei.
Ela surgiu nimbada de luz à minha frente, em meio às estrelas cintilantes.
Ela nada disse, mas pelo seu olhar fui possuído por uma onda de doçura.
Fiquei paralisado, enquanto as ondas de amor varriam o meu corpo espiritual.
Um turbilhão de cores suaves envolveu-me completamente.
No silêncio da luz, Ela abençoou-me incondicionalmente.
Ela percebia completamente os meus defeitos e qualidades, de todas as vidas.
Ela via as luzes e sombras de um homem... E vertia o amor em silêncio.
Ela abriu os braços e acolheu-me num abraço profundo.
E eu naveguei no colo da Mãe Divina com as estrelas.
Ali eu não era mais o homem dualista, era só unidade e amor.
Eu não era mais o homem adulto, era sua criança-ananda.
Ela me levou aos planos das consciências serenas em seu regaço.
No seio do silêncio interdimensional, eu fui tocado pela alma dos rishis.
Vi várias de minhas vidas anteriores passando em frações de segundo...
As luzes e as sombras de um espírito... as experiências e lições da vida.
Permeando a todas elas havia uma luz intensa, um sol de amor silencioso velando e aguardando o momento do encontro estelar.
Era Ela! Aquela a quem os próprios rishis se curvam em respeito.
Aquela Mãe Divina da qual Ramakrishna tanto falava.
A Mãe do samadhi, a senhora das estrelas radiantes, a Mãe dos iogues.
Aquela que brilha no lótus das mil pétalas sorrindo com Shiva.
Aquela que cativou o Mahadeva com sua beleza e graça.
Ela, a Mãe dos viajantes espirituais que reencarnam na Terra.
A mesma Mãe que tocou Vyasa e Sukadeva, e velou por Shankara.
A Mãe do Amor Que Gera a Vida!
Ela, a consorte de Shiva, que me abraçou como filho.
Parvati, a Mãe da alegria e senhora das energias.
Que com o seu olhar amoroso me disse:

"Viaje junto com os homens, lado a lado, como um igual. Senta junto com eles e lhes fale de Espiritualidade e Amor. Brinque com eles, faça-os sorrir no serviço e anime-os na jornada. Projete as clarinadas da consciência cósmica em seus caminhos e espere o tempo do despertar de cada um. Ensine a eles a arte de prestar ajuda aos outros dentro da realidade humana e espiritual.
Quando eles despertarem para o sol de amor que os acompanha silenciosamente, os véus que encobrem suas percepções será dissolvido.
E eles voarão nas luzes eternas do samadhi.
Segue com eles em nome do Amor que interpenetra a todos."

Parvati, a Mãe graciosa que conquistou o coração de Shiva, e que tocou-me silenciosamente nas ondas serenas de um olhar amoroso.
Ela, o sol que vela invisivelmente pelos viajantes espirituais.


Om Namah Parvatiai.

20/10/2010

GANESHA


Ganesha é o primeiro Deus a ser reverenciado em todos os rituais Hindus. Está nas portas dos templos e casas protegendo as suas entradas. Ganesha é o Deus que remove todos os obstáculos, ele é o protetor de todos os seres. Ele também é o Deus do conhecimento. Ganesha representa o sábio, o homem em plenitude, e os meios de realização. Sua figura revela um significado profundo e necessita ser desdobrada.
Sobre sua origem
Ganesha é filho de Shiva e Parvati. Shiva é o Deus criador do Yoga, vivia nas montanhas dos Himalayas e raramente visitava sua esposa Parvati. Shiva e Parvati abraçados são a representação do Tantra. Os Puranas dizem que a relação sexual durava milênios mas Shiva não ejaculava, tinha completo domínio (Vama Tantra), assim Shiva não tinha filhos. Parvati gostava de se preparar para receber Shiva, mas todos os guardiões falhavam quando se tratava de Shiva, assim Parvati resolveu ter o seu próprio filho e guardião; retirou de si o material e deu vida a criança, Ganesha aprendeu a lutar bravamente e se tornou o guardião de seus aposentos. Um dia Shiva chegou e quis entrar, Ganesha bloqueou sua entrada. Shiva não aceitou de ser impedido de entrar e ordenou que seus guardas lutassem, Ganesha venceu todo o seu exército então Shiva lutou até decaptar Ganesha. Parvati chorou muito e reinvidicou que Shiva devolvesse a vida a seu filho , Shiva disse que ele não podia ser seu filho, realmente ele era somente filho de Parvati - a matéria mortal, assim Shiva ordenou que seu exército fossem para o norte e que trouxessem a primeira cabeça de um ser vivo que encontrassem; encontraram um elefante. Shiva colocou a cabeça de elefante sobre o corpo do menino e deu vida a ele. Parvati exigiu que Ganesha fosse o primeiro a ser reverenciado em todos os rituais. Ganesha passou a ser filho também de Shiva e se tornou um Deus.

Significado de sua origem
Como todas as lendas encerram dentro de si um significado maior, vamos desdobrar a simbologia da história de Ganesha. Primeiro conta os Puranas que Ganesha tem um corpo físico “criado” por Parvati, símbolo da matéria perecível, ou seja que é humano. Mostra que ele não conhece o pai - Shiva, a realidade Suprema. Quando Parvati solicita sua proteção ele a obedece incondicionalmente (cuida a matéria, é apegado a ela). Quando seu pai chega, luta com ele (não quer perder a individualidade) não o reconhece, mas luta com bravura, quer cumprir o seu dever. O pai admira sua coragem, mas não podendo deixá-lo vencer, corta a sua cabeça (ego, mente, arrogância) e ele morre. Parvati zangada com a morte do filho mostra a matéria não querendo perder seu “nome e forma”. Shiva coloca uma nova cabeça no filho que renasce pelas mãos de Shiva, nasce do supremo. Parvati ficando contente com as promessas de Shiva de que seu filho será reverenciado no início de todos os rituais e cerimônias e, antes de qualquer empreendimento mostra que a perda da individualidade é o ganho do absoluto, da plenitude. O sábio vence todos os desafios, luta com bravura, remove todos os obstáculos e depois morre, perde a cabeça para ganhar uma nova dada por Shiva, o absoluto.

Simbologia
Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino indicando sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras. Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva - o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.

As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a auto realização - “Sravanam”, escutar o ensinamento e “Mananam”, refletir sobre ele. A tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado, e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza,etc) tendo atingido um estado de equanimidade , representado por uma das presas quebrada. O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante).

A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, freqüentemente roubando mais do que pode comer e estocando mais do que pode lembrar. O Sábio tem o desejo sob total controle, por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos sentidos. No dia de Ganesha é aconselhavel não olhar para a lua, pois conta os puranas que a lua riu de Ganesha voando pelo céu em seu veículo o ratinho(corpo). A lua representa o ignorante rindo do sábio. Esta imagem representa o Sábio tentando passar sua sabedoria infinita através de seus equipamentos finitos(corpo e mente).
Ganesha possui quatro braços que são utilizados na ação de destruir os obstáculos:

A mão superior direita carrega uma machadinha - Ishvara na forma de Ganesha (senhor dos obstáculos) decepa os apegos aos objetos como fonte de felicidade e a falsa identificação com o corpo , elimina os obstáculos para que possamos ter uma mente tranqüila e possibilitar o conhecimento.

A mão superior esquerda leva um laço e ou um lotus - Com o laço ele prende a atenção na verdade, na realidade suprema, ou seja no Eu absoluto. O Lotus é a natureza pura, absoluta e imaculada.

A mão inferior direita abençoa com Abhãya Mudrã - Estra mudrã abençoa com prosperidade e destemor. Freqüentemente encontramos um Japa-mala, mostrando que esta prosperidade está na forma de Japa (repetição de um mantra) a mais eficaz técnica de preparação da mente.

A mão inferior esquerda oferece Modaka - Modaka é um doce de leite e arroz tostado que representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e auto conhecimento

28/09/2010

RITUAL DA PRIMAVERA




Entramos na energia de um mês muito legal, um mês de festa e celebração da Primavera
Na fase da lua crescente, temos uma energia que nos traz PROSPERIDADE e crescimento tanto físico como ESPIRITUAL
Já na fase da Lua Cheia recebemos a energia de crescimentos da auto-estima e resolução dos problemas amorosos.
O Equinócio de Primavera marca o momento em que a natureza floresce e se rejubila. A terra e as plantas são férteis. Celebra-se a vida, o renascimento, a criança interior, o equilíbrio e a harmonia. É o momento de novos inícios. A primavera inicia um novo ciclo para a Terra, trazendo novas oportunidades e novos projetos. A Primavera tudo renova: a casa, o trabalho, os relacionamentos, a vida, a saúde.
Boa sorte e que os Deuses da Primavera o auxiliem nos novos projetos!

24/09/2010

blodeuwedd


Bloudeuwedd é a Deusa das Flores, da terra, da sabedoria, dos mistérios lunares e iniciações. Seu nome significa "Face de Flor" ou "Flor branca" Esta Deusa está associada à madrugada e ao May Queen. A fase da lua que representa Blodeuwedd é a Lua Escura, época de total introspecção. O vento frio carrega seu nome e suas cores são o branco e o preto. Na Roda do Ano, Blodeuwedd associa-se as festividades de Samhaim. Blodeuwedd foi criada por Math e Gwydion, a partir da florescência de nove flores - os celtas acreditavam que através de suas nove flores poderiam atrair as bençãos da deusa. Seus símbolos mágicos são a coruja branca, a rainha-dos-prados, o carvalho, a vassoura, a primavera e o joio. Seu dia é sexta-feira e suas cores são o rosa, verde e marrom.

MELCHIZEDEK


Uma das personagens mais misteriosas e comentadas da Bíblia, Melquisedec surge nos últimos tempos como um dos seres mais importantes para nosso planeta num momento de transformação.

Por Gilberto Schoereder

O nome de Melquisedec surge na Bíblia em Gênesis (14: 18-20), em Salmos 110, e em Hebreus (5-7), e é grafado de diversas formas: Melquisedec (por exemplo, na Bíblia de Jerusalém) ou Melquisedeque, em outras fontes em português; Melchizedek; Malki-tzédek; Malchizedek; Melchisedech.
Segundo alguns estudiosos, o nome ou expressão podem ser traduzidos como “Zedek é meu rei”, ou “meu rei é justo”. No primeiro caso, refere-se a uma divindade caananita. No Gênesis, Melquisedec é apresentado como o rei de Salem – cidade que muitos estudiosos entendem como sendo a própria Jerusalém –, e sacerdote de El Elyon, ou Deus Altíssimo, interpretado por alguns como uma referência a Iahweh.
Carmen Balhestero, da Pax Universal, informa que, para os mestres da Fraternidade Branca, Melquisedec sempre esteve presente nas principais ordens iniciáticas da humanidade, como a Maçonaria, os Templários e a Rosa-Cruz. “Sanat Kumara ou Melquisedek”, ela explica, “veio de Vênus há éons para trazer a chama do Amor Incondicional para a Terra, e fundou, no centro da Mãe-Terra, Shamballa – o centro de aprendizado para a evolução humana –, e comprometeu-se a só voltar a Vênus quando o último ser humano atingir a ascensão”.
A Enciclopédia Britânica diz que Melquisedec é uma figura de importância bíblica porque era tanto um rei quanto sacerdote, e encontrou com Abrão quando este voltava da batalha em que derrotou Codorlaomor, levando-lhe pão e vinho. Segundo a enciclopédia, alguns estudiosos cristãos interpretaram essa passagem como uma precursora da Eucaristia.
O texto em Hebreus (7:3) diz: “Sem pai, sem mãe, sem genealogia, nem princípio de dias nem fim de vida! É assim que se assemelha ao Filho de Deus, e permanece sacerdote eternamente” (Bíblia de Jerusalém. Paulus). A interpretação dessa passagem tanto pode ser a de que Melquisedec era semelhante ao Filho de Deus, ou o próprio Filho de Deus; outras entendem que houve um erro de tradução e que a ordem que ele dirigia é que era “sem genealogia”.

Apesar de aparecer poucas vezes na Bíblia, Melquisedec se tornou uma das figuras mais discutidas e misteriosas do livro sagrado, sendo alvo de interpretações tanto no cristianismo quanto no judaísmo. Uns entendem que a narrativa de Melquisedec fazia parte de uma tradição independente, inserida de forma desastrada na narrativa da batalha travada por Abrão. Em algumas interpretações rabínicas, ele é identificado com Sem, filho de Noé; outras afirmam que Melquisedec instruiu Abrão na Torá, e ainda, que a escola de Melquisedec era um dos três lugares em que o Espírito Santo se manifestava; ainda identificaram Melquisedec como sendo um dos quatro ferreiros citados em Zacarias (2:3); e o Talmude ensina que Davi escreveu o Livro dos Salmos incluindo nele o trabalho dos anciãos, inclusive Melquisedec.
Já na tradição gnóstica – conhecida por meio dos textos encontrados em 1945 e hoje conhecidos com a Biblioteca de Nag Hammadi –, é revelado que Melquisedec é Jesus Cristo, ou seja, como Jesus, Melquisedec vive, prega, morre e ressuscita.
Jane Ribeiro, que faz um trabalho gratuito na Pax sobre Melquisedec, diz que ele é um dos “Senhores da Luz”, juntamente com Arcanjo Miguel e Lorde Metraton. “Esses seres”, ela explica, “são divindades que servem diretamente ao Pai Altíssimo e, a cada término de um ciclo planetário, se aproximam para atuar como guias, ajudando a preparar a humanidade no transcurso do período de transição”.
Ele é considerado o Sacerdote Eterno e Permanente do Altíssimo, tendo recebido do Pai o título de sumo sacerdote, quando então foi ativada a atuação da Ordem de Melquisedec.
Ele teria vivido na Terra em cerca de 8.000 a.C., e alguns esotéricos conseguiram identificar algumas de suas passagens na Terra. Helena Blavatsky (1831-1891), por exemplo, fundadora da Sociedade Teosófica), identificou-o com o Noé bíblico, o que nos remete à interpretação rabínica que o identifica com o filho de Noé. No livro A Hierarquia dos Iluminados (Madras Ed.), a autora Narcy C. Fontes afirma que Enoc (ou Enoque), pai de Matusalém, foi uma das “passagens” de Melquisedec. E nos livros da Ponte Para a Liberdade (www.ponteparaaliberdade.com.br) ele é identificado como sendo Sanat Kumara, o Instrutor do Mundo. Estaria entre nós desde a longínqua era da Lemúria – um continente que, segundo alguns estudiosos, teria existido na região do Oceano Pacífico, ou Índico, segundo algumas versões, e que teria afundado, ainda antes da Atlântida. Assim, Melquisedec teria vivido na Terra em corpo físico por pequenos períodos, como uma encarnação do Pai, com o objetivo de auxiliar a humanidade em seus momentos de transição. Seu trabalho aqui tem sido, portanto, o de manter viva a sabedoria do Pai. “Muita dessa sabedoria”, diz Jane Ribeiro, “foi inserida em nossa memória celular e desperta neste tempo, uma vez que a ativação da Ordem de Melquisedec neste planeta possibilitou a liberação dessa sabedoria para toda a humanidade”.

Também realizando um trabalho sobre Melquisedec é o designer gráfico Mário Diniz. Ele explica que seu primeiro contato com Melquisedec – que ele grafa como Melchizedek –, foi através do livro O Alquimista, de Paulo Coelho. “Como designer gráfico”, ele conta, “criei as ilustrações para a edição brasileira e a da Espanha. Nesta obra existe uma personagem com o nome de Melchizedek, O rei de Salém, que sempre aparecia para aqueles que estavam prestes a desistir de sua Lenda Pessoal”. Anos depois, Diniz foi convidado a criar uma imagem para Melchizedek, capa para uma revista metafísica de vanguarda publicada no Brasil e em Sedona, Estados Unidos. “Essa imagem até hoje emociona e sensibiliza todos aqueles que a tocam com seu olhar, introjetando e inspirando o Sagrado em nosso coração”.
Na mesma época, quando fazia um treinamento específico para abrir-se às canalizações conscientes, Melquisedec se aproximou ainda mais da vida diária de Mário Diniz, que realizou diversos projetos sob sua orientação e canalização. Em maio de 2001, no exato momento em que recebia sua formação como Karuna Reiki Master, seu mestre-professor recebeu uma mensagem segundo a qual ele também deveria receber, naquele momento, a iniciação da Ordem de Melchizedek, “uma iniciação reiki só outorgada dentro do Sistema TeraMai Reiki em seu último nível. Foi um momento sagrado inesquecível”.
“Em dezembro de 2001, durante um Processo Iniciático de Reprogramação de DNA, que dura 21 dias, recebi uma Iniciação Espiritual com Espada e Orientação direta de Lord Melchizedek e Saint Germain para que outorgasse esta mesma Iniciação ao maior número de pessoas que estivessem abertas para receber. Quando perguntei se era Melchizedek ou Saint Germain, a resposta que veio foi: “Somos Um”. Desde esse dia Diniz é um Sacerdote da Ordem de Melchizedek e do Fogo Violeta de Saint Germain.
Ele conta que a Ordem de Melchizedek foi reativada no planeta em meados de 1993, para formar ou despertar melchizedeks que já se encontram preparados para receber o sacerdócio dessa ordem cósmica, que tem seu templo nos Planos Internos, “melhor representado na sagrada câmara secreta do seu coração, sob um Véu Trino de Fogo Rosa, Dourado e Azul. Ali, encontra-se a Sua Verdade, Caminho e Vida Eterna”.

Diniz explica que Melchizedek é conhecido como o Logos Universal, o Grande Espírito e Arquiteto deste universo. Também é conhecido como Rei do Mundo, aquele que contém o Acorde Universal e a Ordem Divina para este universo.
“Na Terra”, explica Mário Diniz, “a Ordem de Melchizedek desperta em todos aqueles que estejam vibrando no aprimoramento da realidade em que vivemos. A Ordem de Melchizedek é uma ordem de ensinamentos e transformação, preparando almas para operarem em muitos mundos, recebendo as novas formas-pensamento e códigos de energia para que transcendam seus Alphas-Omega (limites inicial e final), e mudem a lei cármica ou dharma destes mundos ainda subordinados pela Limitação”.
Ele diz ainda que os sacerdotes e as sacerdotisas de Melquisedec são aqueles que têm a capacidade de ver por trás dos mitos da ilusão sócio-política e que trabalham com a inteligência superior (o “eu superior”) e com a organização da consciência humana. Assim, cita como grandes sacerdotes da Ordem de Melquisedec: Abraão, Jesus, Saint Germain, Krishna, Roger Bacon, Paracelso, René Descartes, Isaac Newton, Alberto Magno, Giordano Bruno, Benjamin Franklin, Walt Whitman.
“Em nossa Era de Aquário, a Ordem de Melchizedek é mais uma vez acionada para tornar visível ao planeta Terra a promoção e a aceleração da consciência de Deus, para ensinar e demonstrar o Princípio da Unidade de todas as coisas. Precisamos nos dedicar a transformar nós mesmos e auxiliar a todos, para ascender à nossa consciência maior, desenvolver a auto-maestria, ensinada por todos os Mestres Ascensionados. As Iniciações e Sintonizações do Sacerdócio da Ordem de Melchizedek são um grande passo, necessário para a compreensão dos Divinos Princípios dessa Ordem Cósmica

MERKABAH




Merkabah é uma tradição mística da cabala que retrata o Merkabah ou Trono ou Carro de Deus, que podia subir ou descer através de diferentes câmaras ou palácios celestiais conhecidos como Hekhalot - o último deles revelava a divina Glória de Deus. Durante o período do Segundo Templo, a Visão de Ezequiel foi interpretada com um vôo místico para o céu, e os místicos cabalistas desnvolveram uma técnica para usar o símbolo do Merkabah como ponto focal da meditação. O místico faria uma viagem interior para os sete palácios e usaria os nomes mágicos secretos para garantir uma passagem segura por cada um deles. Até bem recentemente, esses procedimentos e fórmulas místicas só eram conhecidos pelos estudiosos da Cabala. Contudo, os textos relevantes do Hekhalot Maior - o principal trabalho dos místicos do Merkabah - foram publicados em inglês no importante livro intitulado "Meditation and Kabbalah" (1982), da autoria de Aryeh Kaplan.


A Palavra “Merkabah”
A palavra Merkabah é composta por três palavras menores:

1. MER refere-se a um tipo muito especial de luz – um campo de luz induzido (ou eletromagnético), cuja descoberta remonta ao antigo Egito, durante a Décima Oitava Dinastia, com o estabelecimento de novas orientações da religião voltada ao culto do Deus Único. “Mer” era vista como campos de luz rotatórios girando em sentidos opostos no mesmo espaço. Estes campos são gerados a través de técnicas específicas.

2. KA refere-se ao espírito individual

3. BAH refere-se à interpretação espiritual de uma determinada realidade particular. Na realidade humana terrestre, “Bah” está normalmente associado ao corpo físico, alma ou realidade física. Em realidades em que os espíritos não têm corpos, “Bah” refere-se aos conceitos ou interpretações da realidade nos reinos específicos em que vivem.

O que é Merkabah
Merkabah é o veículo de luz que transporta o espírito, a mente e o corpo para acessar e experimentar outros planos de realidade ou de potenciais de vida mais elevados. Podemos classificá-lo como um veículo interdimensional. Os antigos cabalistas conheciam-no como “a carruagem de Deus”, sendo uma referência ao veículo de luz ao qual o ser humano tem acesso, capaz de transportar o espírito (e, em estágios mais avançados, até o corpo físico) para outras dimensões.
Com a ativação da Merkabah, as pessoas passam a aprender mais sobre si mesmas e a conectar-se com seu Eu Superior. Assim, com a Merkabah ativada, começamos a vivenciar níveis de consciência mais elevados. A Merkabah é uma ferramenta que ajuda os seres humanos a expressarem todo o seu potencial. É um campo de energia cristalina que alinha simultaneamente o corpo, a mente e o espírito. Este campo estende-se em torno do corpo humano a distâncias variadas, podendo chegar até aproximadamente 15m, girando a velocidades às vezes maiores que a velocidade da luz.
Na maioria das pessoas, este campo funciona muito lentamente ou então se encontra inteiramente parado devido à falta de uso. A Merkabah completamente ativada assemelha-se à estrutura de uma galáxia ou um OVNI. Através do AMOR DIVINO e do uso de certas técnicas, podemos reativar esse campo vital de luz em torno de nossos corpos. Sem AMOR INCONDICIONAL, a Merkabah é apenas uma máquina que não chega a permitir que o espírito criador retorne para casa e alcance altos níveis de consciência.
Através de estudos dos ensinamentos sagrados de Lemúria, Atlântida e antigo Egito, unificados aos conhecimentos e estudos da Física Quântica e da Geometria Sagrada, foi possível a descoberta deste poderoso conjunto de técnicas que possibilitam alcançar a ativação completa do corpo ou veículo de luz., juntamente com a abertura do chacra cardíaco e o ancoramento das vibrações do AMOR INCONDICIONAL. Com isto adquirimos a capacidade de fazer uma limpeza dos canais energéticos sutis de nossos corpos, ampliando e expandindo nossa consciência. Pela geometria sagrada, trazemos à consciência a existência de vários campos magnéticos que circundam nossos corpos (um deles é o campo formado pela estrela tetraédrica), e através da ativação da Merkabah, conseguimos acessar estes campos e projetar nosso ser para outras dimensões. A Merkabah capacita-nos a experimentar plenamente a expansão consciencial, conectando-nos com nossos potenciais mais elevados e restaurando o acesso e a memória das infinitas possibilidades do nosso ser.

A Palavra “Merkabah”
A palavra Merkabah é composta por três palavras menores:

1. MER refere-se a um tipo muito especial de luz – um campo de luz induzido (ou eletromagnético), cuja descoberta remonta ao antigo Egito, durante a Décima Oitava Dinastia, com o estabelecimento de novas orientações da religião voltada ao culto do Deus Único. “Mer” era vista como campos de luz rotatórios girando em sentidos opostos no mesmo espaço. Estes campos são gerados a través de técnicas específicas.

2. KA refere-se ao espírito individual

3. BAH refere-se à interpretação espiritual de uma determinada realidade particular. Na realidade humana terrestre, “Bah” está normalmente associado ao corpo físico, alma ou realidade física. Em realidades em que os espíritos não têm corpos, “Bah” refere-se aos conceitos ou interpretações da realidade nos reinos específicos em que vivem.

O que é Merkabah
Merkabah é o veículo de luz que transporta o espírito, a mente e o corpo para acessar e experimentar outros planos de realidade ou de potenciais de vida mais elevados. Podemos classificá-lo como um veículo interdimensional. Os antigos cabalistas conheciam-no como “a carruagem de Deus”, sendo uma referência ao veículo de luz ao qual o ser humano tem acesso, capaz de transportar o espírito (e, em estágios mais avançados, até o corpo físico) para outras dimensões.
Com a ativação da Merkabah, as pessoas passam a aprender mais sobre si mesmas e a conectar-se com seu Eu Superior. Assim, com a Merkabah ativada, começamos a vivenciar níveis de consciência mais elevados. A Merkabah é uma ferramenta que ajuda os seres humanos a expressarem todo o seu potencial. É um campo de energia cristalina que alinha simultaneamente o corpo, a mente e o espírito. Este campo estende-se em torno do corpo humano a distâncias variadas, podendo chegar até aproximadamente 15m, girando a velocidades às vezes maiores que a velocidade da luz.
Na maioria das pessoas, este campo funciona muito lentamente ou então se encontra inteiramente parado devido à falta de uso. A Merkabah completamente ativada assemelha-se à estrutura de uma galáxia ou um OVNI. Através do AMOR DIVINO e do uso de certas técnicas, podemos reativar esse campo vital de luz em torno de nossos corpos. Sem AMOR INCONDICIONAL, a Merkabah é apenas uma máquina que não chega a permitir que o espírito criador retorne para casa e alcance altos níveis de consciência.
Através de estudos dos ensinamentos sagrados de Lemúria, Atlântida e antigo Egito, unificados aos conhecimentos e estudos da Física Quântica e da Geometria Sagrada, foi possível a descoberta deste poderoso conjunto de técnicas que possibilitam alcançar a ativação completa do corpo ou veículo de luz., juntamente com a abertura do chacra cardíaco e o ancoramento das vibrações do AMOR INCONDICIONAL. Com isto adquirimos a capacidade de fazer uma limpeza dos canais energéticos sutis de nossos corpos, ampliando e expandindo nossa consciência. Pela geometria sagrada, trazemos à consciência a existência de vários campos magnéticos que circundam nossos corpos (um deles é o campo formado pela estrela tetraédrica), e através da ativação da Merkabah, conseguimos acessar estes campos e projetar nosso ser para outras dimensões. A Merkabah capacita-nos a experimentar plenamente a expansão consciencial, conectando-nos com nossos potenciais mais elevados e restaurando o acesso e a memória das infinitas possibilidades do nosso ser.

16/09/2010

DEUSA IDUN


Idun e as maçãs da juventude

Odin e Loki estavam passeando, certa feita, por uma inóspita região. O primeiro

adorava vagar por toda a parte, muitas vezes, recorrendo ao disfarce de andarilho, e, se

devia a algo o facto de ser considerado o mais sábio dos deuses, era, justamente, à sua

inesgotável curiosidade.

- A curiosidade é o que diferencia o homem superior do medíocre - dizia ele a Loki,

tentando instruí-lo. - Na verdade, há apenas duas classes de homens: os despertos e os

adormecidos; os primeiros são aqueles que já acordaram do sono bruto da indiferença, no

qual os outros ainda estão miseravelmente imersos. Um sono imbecilizante, que os faz

crer que a vida se resume à meia dúzia de funções orgânicas, exceto a mais nobre: a de

usar os seus próprios cérebros para criar algo de belo, que os tome felizes como um

deus. E isto - arremactou Odin - somente alguém dotado de curiosidade pode fazer, ou

seja, alguém desperto.

Loki, que ainda estava na classe intermediária dos sonâmbulos, começou a sentir

um sono que ameaçava transportá-lo de volta ao reino dos adormecidos. Mas, foi salvo

pela fome - a madrasta comum de todos -, que o obrigou a interromper a predica de Odin.

- Tudo isto é muito bonito, mas estou com uma fome dos diabos - disse ele, que já

estava tomando uma coloração esverdeada.

- Muito bem, vamos comer, então - disse o deus, largando no chão o alforje.

Mas esta expressão na boca de Odin era um mero eufemismo, pois seu único

alimento era o hidromel, a bebida sagrada dos deuses. Loki, entretanto, que tinha muito

pouco de deus, começou a armar às pressas uma pequena fogueira. Logo um grande

pedaço de carne assava gloriosamente, espalhando pelas redondezas o seu atraente

perfume.

Enquanto Loki eslava acocorado diante da fogueira, comendo pelo nariz, Odin, que

eslava especialmente inspirado naquele dia, retomara sua lição:

- Diz uma lenda muito antiga, que um dia um jovem encontrou uma caixa velha e, ao

abri-la, viu sair de dentro um gênio poderoso - disse o deus, tomando placidamente o seu

hidromel. - A criatura, pródiga em poderes, perguntou-lhe, então: "Você tem direito a um

único pedido, reles mortal!" Depois de se recuperar do susto, o reles mortal o encarou e

disse: "Qualquer um?", e o gênio respondeu: "Qualquer um, menos a imortalidade!"

Então, depois de refletir um pouco, o jovem teve uma brilhante ideia: "Já sei!", pensou ele.

"Em vez de fazer um pedido que me acrescente algo - ou seja, uma nova necessidade -,

farei outro, que acabará com quase todas elas!". Voltando o olhar para o gênio, disse-lhe:

"Retire já o meu estômago!" Desde então, este jovem felizardo passou a ser o homem

mais livre que a terra já conheceu.

Loki, no entanto, não escutou direito a fábula (e, certamente, não a teria aprovado,

se a tivesse escutado), ocupado que estava em abanar o fogo, quase apagado por força

de uma ventania inesperada que surgira do nada.

- Droga! - exclamou ele, com as bochechas escarlates de tanto assoprar. - De onde

veio a droga deste vento?

Somente, então, perceberam que acima das suas cabeças, empoleirada num alto

galho, estava uma imensa águia - na verdade, a maior águia que seus olhos já haviam

contemplado. A criatura abanava suas asas, parecendo fazê-lo de propósito.

- O que pensa que está fazendo, águia idiota? - gritou Loki, mostrando-lhe o punho.

- Refrescando-me - disse ela, com uma voz gutural, que nada tinha a ver com o grito

estridente da águia.

- Senhora ave, por que o deboche? - disse Odin, mudando o tom da interpelação.

- Vocês não querem comer? - disse ela, parando por um instante de abanar seus

dois gigantescos leques empenados. - Então, deixem que antes eu me sirva desta carne

saborosa.

Loki, sem ver outro meio de comer aquele dia, acabou por ceder.

- Está bem, mas veja se deixa algo sólido para mim!

- Naturalmente!...

- E algo bastante bom!

- Naturalmente, naturalmente!...O fogo ardeu outra vez e, dali a alguns instantes, a

águia descia de seu poleiro para se refestelar.

- Hmmrn! Que delícia de carne! - dizia a águia, engolindo os pedaços aos bocados. -

Meus parabéns, senhor assador...!

Sem dar ouvidos, entretanto, às queixas do esfomeado Loki, a águia devorou tudo,

deixando no espeto apenas os ossos do boi.

- Maldita tratante! - exclamou Loki. - Veja só o que me deixou!

- Não queria algo bastante sólido? - disse a águia, dando risada e agitando as asas

num acesso de hilaridade.

Mas Loki não achou graça nenhuma na piada e, por isto, agarrou num galho fino e

comprido que viu caído ao chão e começou a vergastar o lombo da águia.

Contudo, no primeiro golpe, percebeu que o galho colara-se às penas da águia;

esta, por sua vez, vendo-se maltratada, ergueu vôo imediatamente. Foi, então, que Loki

descobriu, aterrado, que levantara vôo junto, pois suas mãos haviam grudado no galho,

como por mágica.

- O que é isto? Socorro! - berrou ele até sumir no céu como um pontinho.

Sem dizer nada, a águia desceu, abruptamente, dando um vôo rasante um pouco

acima de uma espessa floresta, de tal modo, que sua presa foi se chocando contra os

ásperos galhos e os espinhos das árvores.

- Ai!... Ui!... - gritava o pobre Loki, esbarrando nas árvores em altíssima velocidade. -

Pare com isto, por caridade!...

Mas a águia, surda aos apelos, engendrara um novo suplício, retirando Loki todo

ensanguentado da floresta e o levando até as águas salgadas do mar, onde mergulhou-o,

sem contudo nunca cessar de voar.

- Um salzinho ajuda a sarar as feridas! - disse ela, com um grande riso.

Quando o desgraçado saiu de dentro da água, estava mais morto que vivo e, por

isto, a águia resolveu abrir o jogo de uma vez:

- Muito bem, agora, preste atenção! - disse ela, subindo às alturas até quase

alcançar o próprio sol. - Eu não sou uma águia, coisa nenhuma, mas o gigante Thiassi,

disfarçado. Se quiser escapar de minhas garras, terá de me fazer uma promessa!

Loki, que já provara dos arranhões da floresta e da água salobra do mar, agora.

estava às voltas com um calor sufocante, que o cozia em pleno ar.

- Está bem, está bem, eu prometo, seja lá o que for!

- Bela frase...! - disse o gigante alado. - Você fará, então, o seguinte: trará até mim a

bela Idun e suas maravilhosas maçãs mágicas!

Thiassi referia-se à deusa da juventude, de cujo pomar mágico brotavam maçãs

rejuvenescedoras. Desde que o mundo fora criado que os gigantes e os anões haviam

ambicionado provar destes frutos, mas eles eram propriedade exclusiva dos deuses.

- Enfim, chegou a hora de dividir a imortalidade entre todos! - exclamou Thiassi,

lambendo-se todo e se imaginando jovem e esbelto outra vez.

***

Loki foi libertado e tractou de procurar imediatamente a bela Idun.

- Loki, você por aqui? - disse ela, uma jovem loira, que tinha o olhar manso e o corpo

esbelto das corças.

A deusa estava justamente colhendo as maçãs no seu perfumado pomar. Grandes

frutos, vermelhos como grandes rubis, resplendiam dentro de seu cesto dourado. Podiase

imaginar o gosto sumarento de sua polpa amarela e úmida na boca, mesmo antes que

eles fossem provados.

- Você já não comeu a sua maçã recentemente? - disse ela, intrigada. -Lembre-se

de que a próxima refeição ainda está longe.

- Oh, pouco importa! - disse ele, afetando um ar de desprezo. - Afinal, quem vai

querer estas maçãs horrorosas, quando tem ao alcance outras infinitamente mais

saborosas e rejuvenescedoras?

- O que está dizendo? - disse Idun, tornando-se séria.

- Isto mesmo que você ouviu - retrucou Loki, enfático. - Descobri um outro bosque,

muito mais belo que este, onde vicejam as mais belas maçãs da juventude de todo o

universo.

A deusa, sem querer admitir que isto fosse possível, aceitou de imediacto ir até lá

para ver se Loki dizia a verdade.

- Claro, vamos até lá - disse ele, animado. - Mas leve consigo o seu cesto, para

podermos compará-las; estão todas aí?

Sim, estavam, e logo ambos rumavam para o misterioso pomar. Mas, nem bem

haviam colocado o pé para Cora de Asgard quando a mesma águia que raptara Loki

desceu das alturas e cravou suas garras na jovem deusa, levando-a consigo para

Jotunheim, a terra dos gigantes.

- Socorro...! Salve-me...! - implorava a deusa, mas Loki já estava bem longe, uma

vez salva a sua adorada pele.

Imediatamente, os deuses começaram a perceber os efeitos da ausência de Idun e

de suas imprescindíveis maçãs: os cabelos de todos começaram a se tornar grisalhos e

suas faces a se enrugar espantosamente. Como todos eles eram muito antigos, o tempo,

uma vez restabelecido na sua autoridade, começara a cobrar as parcelas atrasadas com

grande voracidade.

Thor, por exemplo, apareceu um dia manquitolando, usando seu martelo como um

bastão de idoso; seus cabelos compridos, outrora lisos e loiros, agora, não passavam de

uma palha esbranquiçada que o vento arrancava aos punhados.

- Cadê as machãs, as malditas machãs! - dizia ele, banguelando, pois seus dentes

haviam desertado em massa da boca chupada.

Frigga, a esposa de Odin, por sua vez, que sempre se gabara de sua beleza, surgira

agora virada numa velha decrépita e senil a exigir em prantos o alimento reparador. O

próprio Odin - que de tão velho já tinha os cabelos brancos antes mesmo de deixar de

comer as maçãs - parecia, agora, um ponto de interrogação, sentado no seu trono de

rodas, com o nariz recurvo encaixado ao umbigo. Sua propalada sabedoria havia sumido

e a caduquice mais apavorante havia se apossado de sua outrora fulgurante inteligência.

Empurrando seu trono, vinha Heimdall, o vigia de Asgard, que agora era incapaz de

enxergar um palmo adiante do próprio nariz. Seus ouvidos afiados, que, outrora eram

capazes de escutar até a grama crescer agora, não seriam capazes nem de escutar um

vulcão que se abrisse a seus pés.

Todos eles, enfim, estavam aos pedaços. Então, Loki chegou também com os

cabelos esbranquiçados e aparentando velhice; mas era tudo disfarce seu e, por dentro,

ele se ria, deliciado da decadência dos deuses.

"Um bando de deuses caducos!", pensava ele, regozijando-se com a desgraça que

reinava em todo o Olimpo. Ele, entretanto, permanecia jovem sob o disfarce, pois

continuava a se alimentar secretamente das maçãs de Idun, que o gigante Thiassi havia

lhe cedido como recompensa.

Loki, você não sabe que fim levou Idun? - perguntou-lhe Thor, cercado pelos outros

deuses decrépitos.

Loki, fingindo-se tão senil quanto qualquer um deles, resmungou algo sem nexo,

babando-se todo. Mas, neste exacto momento, uma tempestade desabou, fazendo com

que a cinza que havia espalhado sobre o cabelo desbotasse e as teias de aranha que

havia posto sobre o rosto como simulacros de rugas, se desmanchassem, revelando,

claramente, a sua juventude inalterada.

- Seu tratante! - exclamou Tyr, o deus maneta, apontando o único punho fechado

sobre o rosto de Loki. Uma bengala desceu sobre as suas costas e Thor ameaçou

despedaçá-lo com seu martelo - pois o Miollnir dourado não havia envelhecido.

Heimdall, seu figadal inimigo, aproximou-se e o ameaçou:

- Trate de trazer Idun de volta com suas maçãs ou farei com que o velho Odin lance

um tal esconjuro de suas runas mágicas sobre você que jamais tornará a ser o que era!

Loki, que sabia o estado no qual o velho deus se encontrava, e temendo que nunca

mais ele pudesse desfazer a maldição, resolveu reconsiderar.

- Está bem, vou dar um jeito de trazer de volta a deusa e as maçãs.

***

Freya, a deusa do amor, emprestou a Loki, mais uma vez, o seu casaco de pele de

falcão, o que lhe possibilitou viajar rapidamente até o esconderijo do gigante Thiassi,

mesmo local onde ficava o cativeiro da deusa da juventude.

Felizmente, quando lá chegou, encontrou-a sozinha, pois o gigante havia saído. A

pobre Idun, que de jovem não tinha mais nada, também estava inteiramente caquética,

parecendo agora a deusa da velhice, pois o perverso Thiassi havia impedido que ela se

alimentasse dos frutos.

- De hoje em diante somente os gigantes serão jovens e fortes! - exclamara ele, num

acesso de loucura perversa.

Loki, imediatamente, pegou um fruto do cesto - que estava bem escondido na

caverna - e o deu para que Idun o comesse. A deusa, instantaneamente, recobrou seu

antigo viço e beleza.

- Seu traidor infame, o que quer aqui? - disse ela, lembrando de tudo.

- Vim libertá-la - disse ele. - Feche os olhos.

Loki recitou um encantamento rúnico, que a custo conseguira arrancar de Odin, o

que possibilitou transformar a deusa numa minúscula noz. Depois, metamorfoseado ainda

em falcão, estendeu as asas e se lançou ao espaço, carregando numa das garras a

pequena noz-Idun e, na outra, o cesto com os frutos mágicos.

Já estavam ambos a meio do caminho, porém, quando Loki percebeu que Thiassi

vinha no seu encalço, virado na mesma águia de antes.

- Devolva já as minhas ricas maçãs! - berrava, esganiçadamente, a águia.

Uma perseguição alucinante cortou os céus em direção a Asgard. As batidas das

asas gigantescas da águia eram tão fortes que juntaram uma grande quantidade de

nuvens escuras e tempestuosas. De longe, os deuses perceberam a aproximação do

temporal. Thor, que ainda tinha o olhar um pouquinho melhor que o dos demais, avistou o

gavião trazendo Idun e o cesto:

- Depressa, vamos preparar uma fogueira! - bradou ele, apoiado ao martelo.

Apesar de tropeçar e esbarrar uns nos outros, os deuses conseguiram fazer o que

Thor sugerira. Tão logo Loki pousou, devolvendo Idun ao convívio dos deuses, a águia

medonha aproximou-se, guinchando pavorosamente.

- Agora, deixem comigo! - disse Thor, erguendo a custo seu martelo e dando uma

grande pancada sobre uma rocha, o que provocou uma chuva de faíscas, acendendo a

fogueira. A águia tentou deter o seu vôo, lançando as patas para diante, como se pudesse

travar seu avanço em pleno vôo, mas era tarde demais: logo as labaredas envolveram-na,

completamente, e ela se transformou num único grito de dor e de chamas. Somente seus

olhos sobraram do grande holocausto, que Odin - já restabelecido após haver comido

uma das maçãs rejuvenescedoras - tomou na suas mãos, lançando-os em seguida para o

céu, onde vieram a se transformar em duas luminosas estrelas.

13/09/2010

TALISMAS RUNICOS

Nos tempos primitivos, os povos do norte da Europa - famosos pelos seus navegantes, os wikings - usavam varinhas para a adivinhação. Elas eram jogadas no chão e as figuras que formavam indicavam como seriam os acontecimentos futuros. Essas figuras chamadas de runas que formavam indicavam como seriam os acontecimentos futuros.

Da maioria das runas nasceram, há milênios, os amuletos associados a diversos deuses nórdicos. Gravados em pedras ou em pedaços de madeira, elas representavam o deus cuja proteção estava sendo pedida. Os talismãs rúnicos eram usados pelas religiões pagãs da antiga Escandinavia. A Islândia ainda é um país que conserva as tradições pagãs, embora tenha se convertido ao cristianismo no século XI. Tais talismãs são, nos dias de hoje, largamente vendidos.

Os talismãs podem ser usados no bolso, na bolsa, na gaveta da sua mesa de trabalho ou embaixo do travesseiro, para captar sua força. Podem ser gravados, pintados, ou esculpidos em argila, pedras roladas, couro, osso, sementes, cristais, metais, madeira, concha etc., e usados como um magneto mágico, em enfeites ou adornos pessoais, para afastar influências negativas, trazer amor, saúde, dinheiro, prosperidade, etc.