25/02/12

29/12/11

ORAÇÃO DA FELICIDADE

Senhor, com muita fé e esperança, venho à sua presença rogar por null pois sei da necessidade de suas almas, e dos momentos nem sempre felizes pelos quais eles tem passado...
Peço, amado Pai, afasta desses coração todos os sentimentos negativos que possam induzi-los ao equívoco e à perturbação, e leva para longe pessoas ou situações que tão somente povoariam suas horas de sofrimento e sombras...
Aqueles amigos que não lhe correspondem à sinceridade - afasta, meu Deus!
Os companheiros doentios que no trabalho lhes espreitam a competência - afasta, meu Deus!
Aquela relação que pode resvalar para o desengano e a dor - afasta, meu Deus!
Os desvios de consciência, que podem causar prejuízos sem conta - afasta, meu Deus!
O hábito da acomodação - afasta, meu Deus!
As iniciativas frustradas - afasta, meu Deus!
Todo o mal da estrada - afasta, meu Deus!
Sei que não posso alterar-lhes o destino, porém sei que posso pedir que os protejas, com Teu Amor e Tua Misericórdia, para que lhes sejam atenuadas provas e expiações... Sei que posso, com todas as forças do coração, interceder por aqueles que colocaste em minha vida, rogando para eles paz, alegria, harmonia e refazimento, não importa quem sejam e nem qual o sentimento possam nutrir a meu respeito...
Que a tua bênção e a tua luz possam refazer sentimentos e oportunidades, coroando todos os seus anseios de sucesso e felicidade. Mesmo que o sorriso que ostentem seja tristeza em meus olhos, mesmo que a alegria que conquistem me signifiquem dias menos doces e serenos; mesmo que o progresso financeiro os faça grandes e belos e os coloque muito acima de mim; mesmo que o poder os bafeje e eles não me reconheçam na multidão; mesmo que deixem de notar minha presença, mesmo que ignorem; mesmo que desprezem, mesmo que me esqueçam, ainda assim, Senhor, abençoa-os plenamente e nada do que puderes lhes conceder lhes seja retirado por minha causa, pelo motivo que seja!...
Que todo bem esteja em suas vidas, trazendo saúde e paz para si e aos seus familiares e amigos. Afasta a doença e a intranquilidade, e proporcione euforia, confiança, crescimento e realização. Que não falte dinheiro, que não lhes seja de menos o alimento... Que as noites sejam suaves e os sonhos revigorantes. Que sejam amados, respeitados e, se por ventura cairem em erro, que a misericórdia lhes seja abundante o bastante para que se refaçam do equívoco sem dores maiores que aquela que a consciência com certeza lhes indicará...
Que os bons espíritos possam ajudá-los constamente com seu conselhos e bons eflúvios, para que os dias transcorram harmoniosamente, afastando toda a desordem e perturbação.
Mas, acima de tudo, Pai, acima do que posso julgar bom para eles, concede-lhes o que realmente necessitam, na medida de seu merecimento! De mim sei que criaste a alegria para os teus filhos e sei que dela eles podem e devem participar! Não criaste a lágrima como regra para a existência e por isso, confiante em Tua proteção, peço permitas que eles se alegrem indistintamente com tudo o que lhes enviares, e que aceitem as lições e as provas com a confiança do aprendiz que busca, em qualquer clima e lugar, a sabedoria e a elevação para atingir, adiante, jubiloso e pacificado, a felicidade plena e imorredoura!

Assim seja!

(Ditado por ANDRÉ LUIZ em reunião do Instituto André Luiz em 20.02.2004.)

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Oração de São Francisco de Assis


Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

24/07/11

Os Misterios do Tarot

05/07/11

CANTARES DE SALOMÃO

Coloquei os Cantares de Salomão porque particularmente acho a maior envocação de amor
q existe...
DICA DE WICCA





Cantares de Salomão



1Este cântico foi composto pelo rei Salomão.
Ela:
2Que ele me beije com a sua boca,porque o seu amor me é melhor do que o vinho.

3Como o teu perfume é agradável! Como o teu nome é doce! Não admira que todas as raparigas gostem de ti!

4Leva-me contigo; anda, corramos! O rei levou-me para o seu palácio. Como seremos felizes! O seu amor é melhor para mim do que o vinho. Não admira que todas as raparigas te apreciem!

5Eu sou morena, mas bela, ó filhas de Jerusalém, crestada como as tendas curtidas de Quedar; e no entanto formosa como as tendas de seda de Salomão!

6Não olhem sobranceiramente para mim, por eu ser assim escura,porque foi o Sol que me queimou. Meus irmãos tinham-me má vontadee mandaram-me para foraa trabalhar nas vinhas sob os raios do Sol;e foi assim que a minha pele se queimou!

7Diz-me, tu, a quem eu amo,para onde vais levar o teu rebanho a pastar? Onde é que o farás descansar ao meio-dia? Porque irei lá ter contigo,e assim não andarei no meio dos rebanhos dos teus companheiros,dando impressão duma rapariga de cabeça leve. Ele:

8Se ainda não o sabes, ó mulher mais bela de todas,segue as pisadas do meu rebanho,e apascenta as tuas cabras lá, junto às tendas dos pastores.

9Eu comparo-te com uma linda égua, meu amor!

10Como são bonitas as tuas faces,com o cabelo caindo-lhe aos lados! Como fica soberbo o teu pescoço,com esse magnífico colar de pedras preciosas.

11Havemos de te mandar fazer brincos de ouro e outras jóias de prata. Ela:

12O rei está no seu jardim,encantado com o meu perfume.

13O seu amor, para mim,é como um ramalhete de mirra,que guardo entre os meus seios. Ele:

14A minha amada é um ramo de flores nos jardins de En-gedi.

15Como és bela, meu amor, como és linda! Teus olhos são suaves,como pombas. Ela:

16-17
És gentil, meu querido; a tua presença,assim sobre a relva, à sombra dos cedros, debaixo dos ciprestes,é tão agradável!

1Ela:
Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. Ele:
2Sim, um lírio entre espinhos;assim é a minha querida,quando a comparo às outras. Ela:

3O meu amado é como uma macieira no meio das árvores do pomar,quando comparado com outros rapazes. Sento-me à sua desejada sombra; seu fruto é doce ao meu paladar.

4Leva-me até à sala do banquete,e toda a gente pode ver como me ama.

5Sustem-me com fruta, com uvas, com maçãs,pois que estou desfalecendo de amor.

6Põe-me a sua mão esquerda debaixo da cabeçae com a direita abraça-me.

7Ó filhas de Jerusalém, conjuro-vos,pelas gazelas e cervas dos bosques,que não acordem o meu amado. Deixem-no dormir!

8Já o ouço, o meu amor! Lá vem ele, galopando sobre os montes,saltando por cima das colinas.

9O meu querido é como um gamo,ou o filho dum veado. Vejam, aí está ele, por detrás do nosso muro;agora, está já a olhar pelas janelas.

10Disse-me o meu amor: - Levanta-te, querida, minha bela,e vem.

11Porque já passou o Inverno;a chuva parou, foi-se.

12As flores começam a brotar nos campos;é o tempo dos cantos dos pássaros. Sim, chegou a Primavera.

13As árvores enchem-se de folhase os cachos começam a aparecer nas vinhas. Já começam a cheirar bem! Levanta-te, amor, minha linda,e vem. Ele:

14Minha pomba,que te escondes pelas fendas das penhas,no fundo dos desfiladeiros. Faz-me ouvir a tua voz tão doce; mostra-me o teu rosto encantador.

15As raposinhas andam correndo pelas vinhas. Apanhem-nas,porque os cachos estão já todos a desabrochar. Ela:

16O meu amor é meu,e eu sou dele. Ele apascenta o seu rebanho entre os lírios!

17Antes que refresque o diae que caiam as sombras, volta, meu querido; faz-te semelhante a um gamo, ou ao filho dum veado sobre os montes de Beter.

1Ela:
De noite, na minha cama, busquei aquele que a minha alma deseja.
2Levantei-me, para ver onde estava,e não o encontrei. Saí para as ruas da cidade, pelas praças,a ver se o achava, mas em vão.

3Os guardas detiveram-me,e perguntei-lhes: - Viram aquele que eu tanto amo?

4Mas passado pouco tempo depoislogo achei quem a minha alma deseja, e não o deixei até o ter levado para casa,para o velho quarto de minha mãe.

5Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,pelas gazelas e cervas do campo, que não despertem o meu amor. Deixem-no dormir à sua vontade. As filhas de Jerusalém:

6Que é isto que se eleva, dos desertos,semelhante a uma nuvem de fumo cheirando a mirra,a incenso e a toda a espécie de pós aromáticosque se podem importar?

7Olhem: é o carro de Salomão. Rodeiam-no sessenta dos homens mais valentes do seu exército.

8Todos eles são hábeis no manejo de armase de instrumentos de guerra.
Cada um deles tem a sua espada pronta, à cintura,para defender o rei contra qualquer incidente nocturno.

9O rei Salomão mandou fazer para si próprioum palanquim com madeira do Líbano.

10Os seus suportes são de prata;o dossel é de ouroe o assento forrado de púrpura; todo o interior foi revestido com carinho pelas raparigas de Jerusalém! Ela:

11Saiam, ó filhas de Sião,e venham admirar o rei Salomão; reparem na coroa com que sua mãe o coroou no dia do casamento, nesse dia de grande alegria para ele.

1Ele:
Como és formosa, meu amor, como és bela! Teus olhos são como pombas. Teus cabelos, como um rebanho de cabraspastando no monte de Gileade.
2Teus dentes são brancos como a lã das ovelhas tosquiadas,subindo do lavadouro;todas elas têm gémeos, não há nenhuma estéril entre elas.

3Teus lábios são como um fio de escarlate - como tens linda a boca! As tuas faces são duas romãs,por detrás do teu véu.

4O teu pescoço é como a torre de David,ornada com os milhares de escudos dos heróis.

5Teus seios, dois filhotes de gazela,apascentando-se entre lírios.

6Antes que refresque o diae que caiam as sombras, irei ao monte de mirra e ao outeiro de incenso.

7És toda formosa, minha querida;não tens defeito nenhum.

8Vem comigo do Líbano, minha esposa. Olharemos para baixo,lá do cimo da montanha, do alto do monte Hermon,onde os leões habitam e as panteras vagueiam.

9Tiraste-me o coração, meu amor, minha esposa; fico vencido quando os teus olhos se põem em mim; fico preso às voltas do teu colar.

10Como me é doce o teu amor, minha querida mulher. Como ele vale muito mais para mim do que o melhor vinho. O perfume do teu amor é mais intensodo que o das melhores especiarias.

11Teus lábios, minha esposa, são de mel. Sim, mel e leite estão debaixo da tua língua, e a fragrância dos teus vestidosé semelhante à das florestas de cedro, do Líbano.

12A minha querida esposa é como um jardim privado, como uma fonte de que mais ninguém bebe, que é só para mim.

13És semelhante a um pomar encantador,que dá frutos excelentes,onde se cheiram os mais raros perfumes:

14 o nardo, o açafrão, o cálamo, a canelae toda a sorte de árvore de incenso;e ainda a mirra, o aloés e outras especiarias agradabilíssimas.

15Tu és a fonte principal dos jardins, és como um poço de águas vivas,alimentando as correntes que descem das montanhas do Líbano. Ela:

16Levanta-te, vento norte, desperta; vem, vento sul, sopra sobre o meu jardim e espalha os seus perfumes encantadores sobre o meu amado. Que ele venha para o seu jardime coma os seus frutos excelentes.

1Ele:
Cá estou eu no meu jardim, minha querida esposa! Colhi a minha mirra e as minhas especiarias. Comi o meu favo, com o mel. Bebi o vinho, mais o meu leite. As filhas de Jerusalém: Oh! querido e amado, come e bebe! Sim, bebe abundantemente! Ela:
2Uma noite, estava eu a dormir e o meu coração acordou,num sonho. É que ouvi a voz do meu amor,que me estava a bater à porta do quarto: -Abre-me, minha querida, minha amada,minha pomba - dizia ele, - passei a noite toda fora,e estou coberto de orvalho.

3Mas eu respondi-lhe: Já me despi; iria eu agora vestir-me de novo? Lavei já os pés, iria torná-los a sujar?

4O meu amor tentou abrir ele próprio o fecho da porta e as minhas entranhas estremeceram por amor dele.

5Saltei por fim da cama para lhe abrir. As minhas mãos destilavam perfume,quando puxei pela fechadura da porta.

6Abri então ao meu amado,mas ele já se tinha ido embora. O meu coração parou de bater. Busquei-o por toda a parte,mas sem o encontrar. Chamei por ele, mas não obtive resposta alguma.

7Os guardas da ronda virame espancaram-me, deixando-me ferida; a sentinela da muralha rasgou-me o manto.

8Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,que se encontrarem o meu amorlhe digam que estou doente de amor. As filhas de Jerusalém:

9Ó mulher de rara beleza, que tem o teu amado mais do que qualquer outro,para que nos peças tal coisa? Ela:

10O meu querido tem a cor saudável da pele: queimada pelo Sol; é elegante; é melhor do que dez mil outros mais!

11A sua cabeça é como ouro puríssimo; tem os cabelos ondulados e negros retintos.

12Seus olhos são duas pombasjunto a uma corrente de águas, límpidas e calmas.

13As faces são um canteiro de plantas aromáticas; seus lábios perfumados,como lírios que gotejassem mirra!

14Seus braços parecem argolas de ouro engastadas de topázios; seu corpo é de esplêndido marfim, escrustado de pedras preciosas.

15As pernas, tem-nas como se fossem pilares de mármore,assentes em bases de ouro puro; parecem-se com os maravilhosos cedros do Líbano; não têm rival.

16Seu falar é doce; sim, é todo desejável. Tal é o meu amado, o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.

1As filhas de Jerusalém:
Ó mais formosa entre as mulheres, para onde foi o teu amado? Estamos dispostas a procurá-lo contigo. Ela:
2O meu amor desceu ao seu jardim,aos canteiros de bálsamo, para apascentar os seus rebanhos e colher os lírios.

3Eu sou do meu amado e o meu amado é meu. Ele alimenta-se entre os lírios! Ele:

4Ó minha querida, és tão belacomo a encantadora terra de Tirza, sim, tão bela como Jerusalém. A tua beleza conquistou-mecomo se se tratasse dum exército imponente.

5Desvia de mim os teus olhos,porque eles me perturbam! O teu cabelo, emoldurando-te o rosto,é como um rebanho de cabras pastando em Gileade.

6Os teus dentes são como um rebanho de ovelhas recém-lavadas,das quais todas produzem gémeos; não há estéreis entre elas.

7Como um pedaço de romã,assim são as tuas faces, entre o teu cabelo.

8Sessenta são as rainhas, oitenta as concubinas, as virgens são sem conta.

9Mas tu, minha pomba, és única entre elas, és perfeita, não tens rival! As mulheres de Jerusalém ficaram encantadas quando te viram, e até as rainhas e as concubinas te louvam.

10Quem é esta - perguntam elas -que aparece como a alva do dia,formosa como a Lua,pura como o Sol,incondicionalmente conquistadora?

11Desci até ao pomar das nogueiras, fui até ao vale para ver os novos frutos ali, para ver se floresciam as videse se já brotavam as romeiras.

12Mas antes de me dar conta disso,comecei a sentir muitas saudades da minha casa,e grande vontade de regressar para junto do meu povo. As filhas de Jerusalém:

13Volta, volta, ó sulamita, regressa,para que possamos ver-te outra vez. Ela: Porque querem vocês olhar para uma simples rapariga de Sulam? Como para uma dança de Maanaim?

1Ele:
Como são bonitos os teus pés ágeis, ó princesa! As voltas das tuas coxas são como jóias,trabalhadas por mãos de artista.
2O teu umbigo, como uma artística taça,cheia de fino licor; teu ventreé um campo de trigo cercado de lírios.

3Teus dois seios parecem-me com gémeos de gazela.

4Teu pescoço é como uma torre de marfim; teus olhos são dois límpidos poços,em Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim. Teu nariz tem a forma airosaduma torre do Líbano, olhando para Damasco.

5Como o monte Carmeloé a coroa das montanhas que o rodeiam,assim é a tua cabeça sobre ti; teus cabelos são púrpura! O rei está preso pelas tuas belas tranças.

6Como és formosa, como és encantadora,ó delícia de amor!

7Tens o porte altivo e elegante de uma palmeira. Teus peitos são como cachos de uvas.

8Disse eu assim: Hei-de subir à palmeira,e agarrar-me aos seus ramos. Que os teus seios são como cachos de vide e o hálito da tua respiraçãocomo o rescender de maçãs.

9Teus beijos dão a mesma alegriaque o melhor dos vinhos, suave e doce,fazendo até com que falem os lábios dos que dormem. Ela:

10Eu sou do meu amado, e ele deseja-me.

11Vem, meu amor; vamos para os campos; passemos as noites nas aldeias.

12Levantemo-nos de manhã cedoe saiamos até às vinhas,a ver se já florescem as vides,se já se abrem as florese se brotam as romeiras; ali te darei o meu grande amor.

13As mandrágoras exalam a sua fragância, às nossas portas há toda a espécie de fruta,da mais excelente, nova e velha. Guardei-a para ti, meu amor.

1Ela:
Oh, se ao menos fosses meu irmão,poder-te-ia beijar à vontade; fosse quem fosse que estivesse a olhar,não havia de se rir de mim.
2Trazer-te-ia para a casa da minha mãe,aquela que me ensinou. Dar-te-ia a beber vinho aromáticoe mosto das minhas romãs.

3Pôr-me-ias a mão esquerda debaixo da cabeça,e com a direita me abraçarias.

4Conjuro-vos, filhas de Jerusalém, não acordem o meu amor,até que ele queira. As filhas de Jerusalém:

5Quem é esta que sobe do deserto,encostada tão aprazivelmente ao seu amado? Ele: Debaixo da macieira,onde tua mãe te deu à luz,aí te acordei eu, minha querida. Ela:

6Põe-me como um selo sobre o teu coração,como uma aliança, permanentemente; porque o amor é forte como a mortee o ciúme cruel como a sepultura. Flameja com labaredas de fogo. São labaredas do Senhor.

7Nem a água toda poderia apagar este amor; tão-pouco enchentes de rios o poderiam fazer. Alguém que quisesse comprar este amorcom a riqueza toda que possuísse,não conseguiria.

8Temos uma irmã, pequenina,que ainda não tem seios. Que faremos, se alguém pretender pedi-la em casamento? Ele:

9Se ela for uma muralha,contruiremos sobre ela um palácio de prata; se ela for uma porta,cercá-la-emos com placas de cedro. Ela:

10Eu sou uma muralha. Meus seios são como torres. Por isso eu sou aos seus olhoscomo aquela que lhe traz paz.

11Salomão teve uma vinha em Baal-Hamomque entregou a uns rendeiros dali; cada um dava-lhe mil peças de prata.

12Quanto à minha própria vinha, ó Salomão, trato eu dela, leva pois as tuas mil peças de prata, e eu darei duzentas aos guardas que se ocupam dela.

13Ó meu amor, que habitas em jardins,os teus companheiros atentam para a tua voz; deixa-me ouvi-la também.

14Vem depressa, meu querido; faz-te semelhante a um gamo,a um veado novo,correndo sobre montanhas perfumadas.

29/06/11

7 LEIS DA MAGIA

..Leis da Magia
As 7 Leis Herméticas da Magia

Desde os tempos imemoriais, as deidades na Natureza têm sido objeto de adoração dos homens. Reconhecendo a sua extrema fragilidade, o homem reverenciou os seus deuses, buscando, dentro de si, essa manifestação de força e, lutando pelas necessidades diárias visando à melhoria de vida, aprendeu e progrediu no sentido de tornar-se capaz de realizar algo real a partir da vontade dirigida, através do seu pensamento projetado no Universo, sem conotações de tempo e/ou espaço e sempre em harmonia com as leis naturais – isso é Magia. Se, durante muito tempo, essas práticas foram se não esquecidas, pelo menos relegadas a um plano secundário, graças à prepotência, à intolerância e a ignorância de muitos, hoje, o interesse pelas antigas religiões e pelas velhas crenças ressurge, infundindo nas pessoas um profundo sentimento de respeito pela Grande Mãe: a Natureza.
As Leis da magia
Elas derivam de sete princípio Herméticos, a saber:

1. Mentalismo: é o princípio pelo qual a nossa mente abre-se para o Universo e interage com a mente cósmica, abrindo os portais para a Luz do Conhecimento Universal. Em outras palavras: digamos que o Universo assemelha-se a um grande Livro de Sabedoria onde, através de práticas de relaxamento, de autodisciplina e de concentração, podemos alcançar a compreensão de todos os mistérios que, antes, nos pareciam inatingíveis. A partir do momento em que nos predispomos a conhecer algo, sincera e verdadeiramente, existe uma reciprocidade natural. Assim, nós somos os alunos; o Universo, o Cosmos, é o Mestre.

2. Correspondência: é o princípio da manifestação do Universo holográfico, onde a interação do homem com o Cosmos se faz por meio da mente holográfica, que capta imagens do passado, presente e futuro, sem tempo ou espaço. E o que é mente holográfica? Explicando: a mente humana é tal qual uma potentíssima máquina de fotografar e/ou filmar, onde podem ser registradas milhares de imagens, independente do tempo comum. Para a mente humana não existe passado (ontem), nem presente (hoje), nem futuro (amanhã). Quem precisa desta divisão de tempo somos nós e, destarte, utilizamos uma parte da nossa mente, chamada Consciente para orientar-nos e estabelecer horários no dia-a-dia. Contudo, através de uma grande preparação, o estudante de magia estando pronto, ocorre o processo de “visualização”, ou seja, ele conseguirá “ver” fatos que ocorreram há uma semana ou há séculos atrás, independente do tempo/hora em que se encontrar. Assim como vemos um filme, um documentário, um noticiário na televisão, exatamente. Do mesmo modo como existe um Universo maior (macrocosmos) há, igualmente, um Universo menor (microcosmos) que é a nossa mente. Se aprendermos a trabalhar, a impulsionar, a abrir a nossa mente, poderemos “Ver” tudo o que quisermos.

3. Vibração: é o princípio da manifestação e transferência onde o ser humano, através de determinados estados de consciência, adquire habilidades psíquicas. Comumente, denominam esses estados de consciência, de “transes”. É, também, a chamada mediunidade. Nos ritos afros, por exemplo, os médiuns são ajudados pelos tambores; nos ameríndios, os pajés usam de determinadas ervas, ingerindo-as na forma de beberagens ou inspirando-lhes a densa fumaça. Esses estados não são prerrogativas de alguns. Todos nós podemos atingi-los, desenvolvendo-os adequadamente. Contudo, hoje, em muitos países do mundo (nos Estados Unidos, por exemplo) existem aparelhos que, em questão de minutos, fazem qualquer pessoa atingir esses estados.

4. Polaridade: é o princípio que demonstra que tudo no Universo é dual. A Magia, no trabalho com as leis naturais, labuta com essa dualidade, em busca da alquimia perfeita. Isto significa que, na natureza, há dois princípios básicos: o universal masculino e o universal feminino. Alcançar a alquimia perfeita é trabalhar com esses dois princípios para, por extensão, o mago manifestar, com perfeição, a realidade dos “milagres”, isto é, transformar qualquer metal em ouro; obter o elixir da longa vida; “materializar” coisas, à maneira de Sai-Baba, na Índia; etc.

5. Ritmo: é o princípio que demonstra como se movimenta o sistema dual do Universo, que gira em círculo e espirais, marcando o movimento cíclico da Grande Roda da Vida, através das fases da Lua e das Estações do Ano. Para entendermos bem o que significa esse movimento cíclico da Grande Roda da Vida, tomemo-nos como exemplo; assim, do espermatozóide paterno fundido ao óvulo materno somos feitos (ciclo de formação que corresponde ao nosso nascimento, à lua nova e à primavera); então, crescemos (ciclo de desenvolvimento, lua crescente, verão) e tornamo-nos adultos (ciclo de plenitude e maturidade, lua cheia, ainda parte de um grande verão e início do outono) e, finalmente, envelhecemos (ciclo de culminação, lua minguante, inverno). Quando ocorre a morte física, outros ciclos iniciam-se: o corpo volta à Terra, Grande Mãe e a alma que é a centelha de Vida, em si continua em planos mais elevados. Portanto, morte não é antônimo de vida e sim de nascimento. A vida é infinita, perene, eterna, girando sem parar tal qual uma Grande Roda.

6. Gênero: é o princípio que tem como componentes as forças masculinas (o homem e seus elementos) e femininas (a mulher e seus elementos) cuja integração e criação são formas andróginas de energia. Dentro de um plano fenomenológico, ou seja, no mundo em que vivemos, precisamos da junção dessas forças para atingirmos um terceiro estado, por assim dizer. Por exemplo a eletricidade. Quem lhe sabe bem a origem? Utilizá-la, nós a utilizamos; a partir do momento que combinamos um pólo positivo e um negativo temos a luz “armazenada” nas lâmpadas. Os deuses não precisam disso: eles têm, em si, perfeitamente integrados, esses dois elementos; por isso podem criar. Atingir essa meta é um grande desafio para o mago.

7. Causa e efeito: é o princípio cuja lei evidencia que para toda ação há uma repercussão cósmica que se manifesta por meio de alguma outra causa. Este princípio está muito bem definido nas seguintes máximas: “Amor com amor se paga”; “Quem planta ventos, colhe tempestades”; “Não faças aos outros o que não queres que te façam”; “Aqui se faz, aqui se paga”, etc. É a famosa Lei do Karma. Os bruxos sejam xamãs, pajés, magos, babalorixás, enfim, todos os que se dedicam à magia, têm de, primeiramente, vivenciar estas leis para se tornarem, verdadeiramente, bruxos e, em conseqüência, mestres

13/06/11

MITOLOGIA EGIPCIA


teólogos oficiais afirmam que neles encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Deve ser entendido que o "deus" não residia em cada vaca ou em cada crocodilo. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos.



OS DEUSES EGÍPCIOS



NUN, é a divindade mais primitiva do panteão de Heliópolis. Personificava o abismo líquido ou as águas primordiais, a partir do qual todo o mundo foi criado; é a divindade mais velha e sábia de todas. Era representado como um homem barbado, com uma pena na cabeça e portando um cajado. É uma divindade bissexual e à vezes masculino. Nun gerou Atun ( o sol nascente ) e Re ou Rá ( o sol do meio dia ).


ATUN, Uma das manifestações do deus sol, especialmente ao entardecer, original de Heliópolis, era representado por um homem barbado usando a coroa dupla do faraó e menos freqüentemente, como uma serpente usando as duas coroas do Alto e do Baixo Egito. Era considerado o rei de todos os deuses, aquele que criou o universo. É o mesmo deus Rê ou Rá que gerou Shu o ar e Tefnut a umidade. Atun e Rê ou Rá, foram mais tarde unidos ao deus carneiro de Tebas Amon e ficou conhecido pelo nome de Amon-Rê ou Amon-Rá.



AMON, o deus-carneiro de Tebas, rei dos deuses e patrono dos faraós, ele é o senhor dos templos de Luxor e Karnac. Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Passou a ser cultuado por volta de 2000 a.C. e traz algumas funções de Rá, sob o nome de Amon-Rê ou Amon-Rá, o criador dos deuses e da ordem divina. Ele é o sol que dá vida ao país. À época de Ramsés III. Amon tornou-se um título monárquico, mesmo título que Ptah e Rá. Freqüentemente representado como um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.



RÁ ( ou Rê), o criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai (mãe) o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. Na Quinta Dinastia Rá, o Deus-Sol de Heliópolis, tornou-se uma divindade do estado. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.


SHU, é o deus do ar e da luz, personificação da atmosfera diurna que sustenta o céu. Tem a tarefa de trazer Rá, o deus Sol, seu pai, e o faraó à vida no começo de cada dia. É representado por um homem barbado usando na cabeça uma pena simples ou quatro longas plumas. É a essência da condição seca, do gênero masculino, calor, luz e perfeição. Aparece frequentemente nas pinturas, como um homem segurando Nut, a deusa do céu, para separá-la de Geb, o deus da Terra. Com Tefnut, sua esposa, formava o primeiro par de divindades da enéade de Heliópolis. Era associado ao Leão.


TEFNUT, considerada a deusa da umidade vivificante, que espera o sol libertar-se do horizonte leste para recebê-lo e não há seca por onde Tefnut passa. A deusa é irmã e mulher de Shu. É o símbolo das dádivas e da generosidade. Ela é retratada como uma mulher com a cabeça de uma leoa, indicando poder. Shu afasta a fome dos mortos, enquanto Tefnut afasta a sede. Shu e Tefnut são os pais de Geb e Nut.


NUT, deusa do céu que acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca. Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra. Nut e Geb são pais de Osiris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.


GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade. Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.


OSÍRIS, irmão e marido de Isis, pai de Hórus. A origem de Osíris consta nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a acontecer e não representa mais os elementos materiais (espaço, luz, terra, céu...). Na lenda, que evoca o retorno da vida com a cheia do Nilo, após o período da seca, Osíris é morto, destruído e ressuscitado, representando a morte e renascimento da vegetação e de todos os seres. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento, rei e juiz supremo do mundo dos mortos. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro Faraó e que ensinou aos homens as artes da agricultura e da civilização.



ÍSIS, é a mais popular de todas as deusas egípcias, considerada a deusa da família, o modelo de esposa e mãe, invencível e protetora. Usa os poderes da magia para ajudar os necessitados. Ela criou o rio Nilo com as suas lágrimas. Conta a lenda que, após a morte de Osíris, ela transforma-se em um milhafre para chorá-lo, reúne os pedaços de seus despojos, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus. Ela defende com unhas e dentes seu rebento contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e mãe ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um assento com espaldar (trono) que é o hieróglifo de seu nome.


SETH, personifica a ambição e o mal. Considerado o deus da guerra e Senhor do Alto Egito durante o domínio dos Hicsos, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Era representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda como Tífon, um animal imaginário formado por partes de diferentes seres, com a cabeça de um bode, orelhas grandes, como um burro. Associavam-no ao deserto aos trovões e às tempestades. Identificado com o lado negativo da lenda, a luta entre Osiris e Seth era a luta da terra fértil contra a areia do deserto.


NÉFTIS, é a esposa de Seth, mas quando este trai e assassina Osíris, por quem era apaixonada, ela permanece solidária à Isis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo. Como Isis, ela protege os mortos, sarcófagos e um dos vasos canopos. O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça,. É ainda na campanha de Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível serpente Apófis.

HÁTOR, personificação das forças benéficas do céu, depois de Isis, é a mais venerada das deusas. Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música. Também é a protetora da necrópole de Tebas, que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. É representada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, uma mulher com cabeça de vaca ou por uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. As vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas.

HÓRUS, filho de Isis e Osíris, Horus teve uma infância difícil, sua mãe teve de escondê-lo de seu tio Seth que cobiçava o trono de seu pai Osiris. Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra. Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão, sempre usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua. Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das formas do sol, a que clareia a terra durante o dia. Mantenedor do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é considerado o mais importante de todos os deuses, aquele que guia as almas até o Dwat ( Reino dos Mortos ).


ANÚBIS, filho de Seth e Néftis, é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É na realidade o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias, a de Osíris. Todo egípcio esperava beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia. Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cão, vigilante, deitado em uma capela ou caixão. Anúbis era também associado ao chacal, animal que freqüentava as necrópoles e que tem por hábito desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos. No reino dos mortos, era associado ao palácio de Osiris, na forma de um homem com cabeça de cão ou chacal, era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro, Amut. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.

TOTH, divindade à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais, a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia. O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas". Preside a medida do tempo, o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. Representado como um íbis ou um homem com cabeça de íbis, ou ainda um babuíno.


MAÁT, esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa a justiça e a verdade, o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. É também a deusa do senso de realidade. Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coraçáo daqueles que ingressam no Dwat. Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.


PTAH, deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e fez os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir el-Medineh. Apresenta-se com uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho Nefertum, o deus do nenúfar ( plantas aquáticas ).


SEKHMET, uma mulher com cabeça de leoa, encimada pelo disco solar, era uma de suas representações que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis. Sua juba ( dizem os textos ) era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...



BASTET, uma gata ou uma mulher com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubástis, cujo nome em egípcio ( Per Bast ) significa a casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.


KHNUM, um dos deuses relacionados com a criação era simbolizado por um carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios. Segundo a lenda, o deus Khnum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu forno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. Principal deus da Ilha Elefantina, localizada ao norte da primeira catarata do Nilo, onde as águas são alternadamente tranquilas e revoltas. Tem duas esposas Anuket (águas calmas) e Sati ( a inundação). Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa Anuket ou Heqet, deusa com cabeça de rã, também era associada à criação e ao nascimento.


SEBEK, um crocodilo ou um homem com cabeça de crocodilo representavam essa divindade aliada do implacável deus Seth. O deus-crocodilo, era venerado em cidades que dependiam da água, como Crocodilópolis, seu centro de culto, na região do Faium, onde os sáurios eram criados em tanques e adornados com jóias, eram protegidos, nutridos e domesticados. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi sobretudo importante durante o Médio Império.


TUÉRIS, (Taueret ) era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.


KHEPRA, (escaravelho, em egípcio) ou um homem com um escaravelho no lugar da cabeça também representavam o deus-Sol. Nesse caso o besouro simbolizava o deus Khepra e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à idéia mitológica de ressurreição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.

ÁPIS, o boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Essa antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.

BABUINO ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No antigo Egito este animal estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais. Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thoth: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.

Í BIS, uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco, ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth. Esta ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.

APÓFIS, a serpente que habitava o além-túmulo, representava as tempestades e as trevas. É descrita no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era Apófis a grande serpente.

A mitologia egípcia inclui muitos deuses e deusas, entretanto, geralmente representam o mesmo conjunto de forças e arquétipos. O grupo acima descrito, resume de modo satisfatório o grande panorama da religião egípcia que perdurou durante milênios.

DEUSES EGIPCIOS








Seu Deus Egipcio

Descubra qual Deus Egípcio corresponde ao dia de seu aniversário.Depois veja quais são as influências positivas e negativas dos Deuses sobre sua personalidade.

16/01 a 15/02

Bastet a deusa gata de Bubastis

Representa o poder benéfico dos raios do sol; é uma das esposas de Rá, a divindade dos gatos selvagens, com muita agilidade e vigor. As pessoas que nasceram sob sua proteção são bondosas, humanitárias, leais e muito cordiais e gostam de trabalhar em favor dos mais fracos. São independentes como os gatos, gostam de carinho mas se mantêm muito distantes, são geralmente alegre e divertidos, gostam de brincar e têm aptidão para a carreira artística. Devem controlar a rebeldia.

16/02 a 15/03

Deusa Tauret

A deusa da felicidade, protetora das mulheres grávidas, do nascimento e do renascimento no reino dos mortos, o Duad. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm grande sensibilidade e intuição, tendência para assuntos místicos, esotéricos, astrológicos ou mágicos. Elas têm enorme bondade e capacidade de entendimento; possuem um olhar profundo e doce. As pessoas devem desenvolver inata em prol do bem ao próximo, mas devem evitar o desperdício de energia.

16/03 a 15/04

Deusa Sekhmet

A poderosa deusa da força e da guerra, encarregada de destruir os inimigos de Rá e do faraó; é considerada o olho do sol. As pessoas nascidas sob sua proteção têm consciência da própria força, da grande vitalidade e potência física, são igualmente pessoas de grande magnetismo, com senso de organização e muita energia, aventureiros ou inovadores. É necessário ter cuidado com os excessos, com os impulsos descontrolados para não destruírem o que está à sua volta. Só encontram o equilíbrio com o casamento. A energia e a força devem ser usadas para construir o bem próprio e dos outros.

16/04 a 15/05

Deus Ptah

O grande deus da fertilidade masculina, criador de tudo o que existe. Ele representa as forças criadoras espirituais, sendo considerado o Grande Construtor ou Divino Artesão, protetor das belas-artes e dos artistas. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm firmeza de temperamento, paciência e perseverança, um grande talento para as artes e tudo o que se relaciona com construção de objetos. Para alcançar a felicidade devem canalizar todas as virtudes para a realização de coisas que tenham valor espiritual e despertem sentimentos de beleza e harmonia, caso contrário correm o risco de se transformarem em pessoas que vivem em constante insatisfação e não se realizam. No amor, encontrarão a felicidade quando conseguirem satisfazer sua exigente capacidade sexual.

16/05 a 15/06

Deus Thoth

É uma divindade auto-concebida, que apareceu no mundo sobre uma flor de lótus no amanhecer dos tempos. É um dos deuses primordiais . É o senhor das palavras , criador da fala e da escrita , deus do tempo e das medidas, criador de todas as ciências, portador das forças civilizadoras. É representado como um homem com cabeça de Íbis, a ave sagrada. Por ter recuperado o olho de Rá, que tinha fugido para Núbia na forma de Tefnut, como prêmio o deus Rá deu a Toth a Lua, e o transformou no deus do disco branco, governador das estrelas; também foi advogado do deus assassinado Osíris e de seu filho Hórus. As pessoas nascidas sob sua proteção têm grande capacidade de comunicação e uma inteligência rápida e penetrante. Seus protegidos têm uma natureza dupla, nervosa e inconstante, são muito ativos, sempre inventando coisas para fazer ou dizer. Embora sensíveis como a flor de lótus, no amor eles são frios como a Lua e inconstantes como as aves voando de galho em galho.

16/06 a 15/07

Deusa Isis

Irmã e mulher de Osíris, tinha grandes poderes mágicos. Entre outras coisas era a protetora das crianças, o que a tornava mais popular. As pessoas nascidas sob sua proteção têm grande sensibilidade e poderosa imaginação, forte instinto materno ou paterno; estão sempre prontas para socorrer os necessitados, são fiéis no amor e compreensivas em relações aos outros. Gostam da vida doméstica, são muito sentimentais, fracas para entender os aborrecimentos, gentis, têm um latente mau humor quando as coisas não são como o esperado, tornando-se fechadas e antipáticas. De natureza tímida e introvertida. Sua candura natural e sua ingenuidade lhe renderam, tanto da vida quanto dos outros, alguns bons tombos e decepções, o que fez com que se tornasse desconfiado e um tanto arredio, como para se proteger. Às vezes, é uma presa fácil de um complexo de inferioridade, pois se dá os punhos na mesa. Mas você se sobressai quando se trata de julgar, colocar as coisas em seus devidos lugares, separar o joio do trigo. Sua melhor qualidade, sem dúvida, é o discernimento. É naturalmente dotado para todas as profissões que exijam precisão e habilidade manual, sabe se filiar à disciplina, trabalhando bem em administrações. Profissão médica ou paramédica são indicadas.



16/07 a 15/08

Deus Rá

Deus Rá, o sol, é a principal divindade dos egípcios. As características deste Deus são poder, força e criatividade. As pessoas que nasceram sua proteção são extrovertidas, cheias de energia e ótimos líderes. Gostam de enfrentar situações difíceis e de superá-las. Seu ponto fraco é não saber perder. Elas se consideram como o sol, o centro do universo, que tudo gira à sua volta. Se contrariadas ficam deprimidas.

16/08 a 15/09

Deusa Neit

É a antiga deusa da caça , seu animal sagrado era o cão. Neit era chamada "a que abre os caminhos". As características desta Deusa são sua grande capacidade de análise, paciência e senso de organização. As pessoas nascidas sob a sua proteção são muito práticas, cuidadosas e reparam nos mínimos detalhes, porque estão sempre atentas a tudo o que acontece. Sabendo usar as suas qualidades positivamente alcançam o que consideram a sua maior felicidade, segurança e serenidade, mas sempre correm o risco de perder o equilíbrio por não saberem dar o justo valor a cada coisa.

16/09 a 15/10

Deusa Maat

Filha de Rá, é a Deusa da justiça, da verdade e do senso da realidade No mundo dos deuses ela ocupa um lugar muito importante. Sem Maat, a criação divina (a Terra e seus habitantes) não poderia existir tudo se afundaria no caos inicial. As características desta deusa são capacidade de observação, senso de justiça e sabedoria para criar harmonia à sua volta. As pessoas nascidas sob sua proteção tem um temperamento simpático e afável, além de um grande senso estético. Usando as suas qualidades positivamente tornam-se famosas e muito queridas. Em geral, essas pessoas têm problemas em fazer escolhas e precisam sempre de opinião dos outros. Para terem sucesso, no entanto é necessário aprenderem a fazer suas próprias escolhas.

16/10 a 15/11

Deus Osiris

É o deus mais importante. De acordo com a lenda, ele era o Rei dos deuses. O faraó que junto com sua irmã e esposa Ísis, governava com justiça, mas era invejado por seu irmão Set que o assassinou por ciúme. As pessoas nascidas sob sua proteção também têm a proteção de Ísis; se caracterizam em terem emoções e sentimento muito intensos além de terem uma persistência incomum. Possuem uma enorme energia e resistem a todas as adversidades, dispostos sempre a lutar por aquilo em que acreditam. São também vítimas da influência de Set, por isso são extremamente ciumentos e quando não se encontram vivem desconfiados de todos. Pa ra ajudá-los Osíris deu-lhes o dom da intuição que, bem empregado, os livrará das situações perigosas.

16/11 a 15/12

Deusa Hator

É a deusa dos céus a grande sacerdotisa do panteão egípcio, deusa da música e da dança, protetora dos prazeres e do amor, da vaidade feminina e da alegria. As pessoas que nasceram sob sua proteção possuem muita sensualidade e uma grande capacidade de amar; a permanente jovialidade e a alegria ao riso são constantes. Estas pessoas são quase sempre felizes, mas basta um pequeno problema para que se sintam desgraçados.

16/12 a 15/01

Deus Anúbis

O deus com cabeça de chacal, o guia dos mortos, o mediador entre o céu e a Terra, temido pela sua frieza e severidade do seu juízo. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm grande força de vontade, paciência e inteligência aguda. Essas pessoas sabem conduzir o seu destino, tornando-se pessoas de sucesso em qualquer setor, porém este demora a chegar, porque Anúbis é o senhor do tempo e retarda as conquistas. Embora sejam fiéis, têm excesso de ambição e exagerado orgulho que, às vezes, os torna egocêntricos e pouco modestos