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22/07/2010

RITUAIS WICCA



No passado, quando as pessoas viviam em conjunto com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em cerimônias religiosas. Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, cerimônias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. A chegada do inverno, as primeiras atividades da primavera, o quente verão e a entrada do outono também eram marcadas por rituais.

Os wiccanos, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, ainda celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações. O calendário religioso wiccano possui treze celebrações de Lua Cheia e oito Sabbats, ou dias de poder.

Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronômico das estações. Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos (e, de certo modo, aqueles do Oriente Médio). Os rituais estruturam e ordenam o ano wiccano, além de nos lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois de partirmos.

Quatro dos Sabbats - talvez os que há mais tempo são observados - eram provavelmente associados à agricultura e aos ciclos reprodutivos dos animais. São eles o Imbolc ou Candlemas (1° de Agosto), Beltane (31 de Outubro), Lughnasadh ou Lammas (2 de fevereiro) e Samhain (1 de maio). Estes são nomes celtas, muito comuns entre os wiccanos, apesar de existirem muitos outros.

Quando a observação cuidadosa do céu levou a um conhecimento comum do ano astronômico, os solstícios e equinócios (por volta de 21 de março, 21 de junho, 21 de setembro e 21 de dezembro - as datas corretas variam de ano para ano) foram incorporados à estrutura religiosa.

Quem foram os primeiros a cultuar e gerar energia nesses períodos? Esta questão não pode ser respondida. Entretanto, esses dias e noites sagrados são a origem dos 21 rituais wiccanos.

Muitos deles ainda sobrevivem em suas formas seculares e religiosas. Celebrações do May Day (Dia de Maio), Halloween, Dia da Marmota e até mesmo o Dia de Ação de Graças, para citar alguns populares feriados americanos, estão conectados a antigos cultos pagãos. Versões altamente cristianizadas dos Sabbats também foram preservadas pela Igreja Católica.

Os Sabbats são rituais solares, assinalando pontos do ciclo anual do Sol, e constituem apenas metade do ano ritual wiccano. Os Esbats são as celebrações wiccanas da Lua Cheia. Nesta data, nós nos reunimos para cultuar Aquela Que É. Não que os wiccanos omitam o Deus nos Esbats - ambos são normalmente reverenciados em todas as ocasiões.

Anualmente, ocorrem de 12 a 13 Luas cheias, ou uma a cada 28 ¼ dias. A Lua é um símbolo da Deusa, bem como uma fonte de energia. Assim, após os aspectos religiosos dos Esbats, os wiccanos costumam praticar magia, desfrutando do maior poder energético que, crê-se, exista nesses períodos.

Alguns antigos festivais pagãos, desprovidos de suas qualidades sagradas pelo domínio do Cristianismo, se degeneraram. O Samhain aparentemente pertence agora aos fabricantes de doces nos Estados Unidos, enquanto o Yule foi transformado de um dos mais sagrados dias pagãos num período de grosseiro comercialismo. Até mesmo os ecos do nascimento de um salvador cristão são pouco audíveis diante do zumbido eletrônico das máquinas registradoras.

Mas a velha magia permanece nesses dias e noites, e os wiccanos os celebram. Rituais variam enormemente, mas todos se relacionam à Deusa e ao Deus, e à nossa morada, a Terra. A maioria dos ritos acontecem à noite, por motivos práticos assim como para gerar certo clima de mistério. Os Sabbats, sendo baseados no Sol, são mais normalmente celebrados ao meio-dia ou na aurora, mas hoje isto é raro.

Os Sabbats nos contam uma das histórias da Deusa e do Deus, de sua relação e de seus efeitos sobre a fertilidade da Terra. Muitas são as variações desses mitos, mas eis aqui um relativamente comum, entrelaçado a descrições básicas dos Sabbats.

A Deusa dá à luz um filho, o Deus, no Yule. De modo algum isto é uma adaptação do cristianismo. O solstício de inverno é há muito visto como um período de nascimentos divinos. Diz-se que Mitras nasceu nesse período. Os cristãos simplesmente o adotaram a seu uso em 273 E. C. (Era Comum).

O Yule é uma época de grande escuridão e este é o menor dia do ano. Povos antigos notaram tais fenômenos e suplicaram às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Os wiccanos ocasionalmente celebram o Yule pouco antes da aurora, e a seguir observam o nascer do sol como um final apropriado para seus esforços.

Uma vez que o Deus é também o Sol, isto assinala o ponto do ano no qual o Sol também renasce. Assim, os wiccanos acendem fogueiras ou velas para saudar o retorno da luz do Sol. A Deusa, inativa durante o inverno de Sua gestação, repousa após o parto.

O Yule é remanescente de antigos rituais celebrados para acelerar o fim do inverno e a fartura da primavera. Para os wiccanos contemporâneos, é um lembrete de que o produto final da morte é o renascimento, um pensamento reconfortante nestes dias de desassossego.

O Imbolc assinala a recuperação da Deusa após dar à luz o Deus. Os períodos mais longos de luz A despertam. O Deus é um jovem desejoso, mas Seu poder é mais sentido nos dias mais longos. O calor fertiliza da terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem. Assim ocorre o início da primavera.

Este é um Sabbat de purificação pelas forças renovadoras do sol, após a vida reclusa do inverno. É também um festival de luz e fertilidade, antigamente marcado na Europa por grandes queimas, tochas e fogos de todas as formas. O fogo representa nossa própria iluminação e inspiração, assim como a luz e o calor.

O Imbolc é também conhecido como festa das Tochas, Oimelc, Lupercalia, Festa de Pã, Festival do Floco de Neve, Festa da Luz Crescente, Dia de Brigit, e provavelmente muitos outros nomes. Algumas wiccanas seguem o antigo costume escandinavo de usar coroas com velas acesas, mas muitos outros usam velas em suas invocações.

Este é um dos períodos tradicionais para as iniciações em covens e rituais de autodedicação, que podem ser praticados ou renovados nesse período.

Ostara, o Equinócio da Primavera, e também conhecido como Ritos da Primavera e Dia de Eostra, assinala o primeiro dia da real primavera. As energias da natureza mudam subitamente do repouso do inverno para a exuberante expansão da primavera. A Deusa cobre a terra com seu manto de fertilidade, despertada de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece. Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza.

No Ostara, as horas do dia e da noite são as mesmas. A luz está ultrapassando a escuridão; a Deusa e o Deus impelem as criaturas selvagens da Terra a reproduzir-se.

Este é um período de iniciar, de agir, de plantar encantamentos para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins rituais.

O Beltane marca a chegada da virilidade do jovem Deus. Agitado pelas energias em ação na natureza, Ele deseja a Deusa. Eles se apaixonam, deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. A Deusa fica grávida do Deus. Os wiccanos celebram o símbolo da fertilidade da Deusa em ritual.

O Beltane é há muito celebrado com rituais e festas. Os Maypoles (Mastros de Maio), símbolos fálicos supremos, eram o ponto central dos rituais das antigas vilas inglesas. Muitas pessoas acordavam na alvorada para colher flores e ramos verdes nos campos e jardins, usando-os para decorar os Maypoles, seus lares e a si mesmos.

As flores e folhas simbolizam a Deusa; o Maypole, o Deus. O Beltane marca o retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças.

Os Maypoles são por vezes utilizados atualmente por wiccanos durante os rituais do Beltane, mas o caldeirão é um ponto central mais comum da cerimônia. Representa, obviamente, a Deusa - a essência da feminilidade, o objetivo de todo desejo, o igual mas oposto do Maypole, símbolo do Deus.

No passado, pulava-se sobre fogueiras para estimular a fertilidade, a purificação, a saúde e o amor. O fogo novamente representa o Sol, celebrado neste período de dias mais longos.

O Meio do Verão é uma época clássica para magia de todos os tipos.

Lughnasadh é a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e derrubam seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras. Misticamente, também o Deus perde Sua força enquanto o Sol nasce mais longe ao Sul a cada dia, e as noites tornam-se mais longas. A Deusa observa entre lamento e regozijo ao perceber que o Deus está morrendo, ao mesmo tempo que vive dentro dEla como Seu filho.

Lughnasadh, também conhecido como Véspera de Agosto, Festa do Pão, Lar da Colheita e Lammas, não é necessariamente observado neste dia. Originalmente, coincidia com a primeira ceifada.

À medida que o verão passa, os wiccanos recordam seu calor e fartura no alimento que comemos. Cada refeição é um ato de sintonia com a natureza, e somos lembrados de que nada no universo é constante.

O Mabon, o Equinócio de Outono, é a conclusão da colheita iniciada no Lughnasadh. Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados enquanto o Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento pela Deusa.

A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. A Deusa curva-se diante do Sol que enfraquece, apesar do fogo que queima dentro de Seu útero. Ela sente a presença do Deus mesmo enquanto Ele enfraquece.

No Samhain, a Deusa se despede do Deus. É um adeus temporário. Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer pela Deusa no Yule.

Antigamente, o Samhain, também conhecido como Véspera de Novembro, Festa dos Mortos, Festa das Maçãs, e Todos os Santos, marcava um período de sacrifício. Em alguns lugares, esta era a época de sacrifícios animais para assegurar comida durante as profundezas do inverno. O Deus - identificado com os animais - também tombava para garantir a continuidade de nossa existência.

O Samhain é um período de reflexão, de análise do ano que se finda, de ajustar contas com o fenômeno da vida sobre o qual não exercemos controle - a morte.

O wiccano sente que nesta noite a divisão entre as realidades físicas e espirituais é estreita. Eles recordam seus ancestrais e todos os que já se foram.

Após o Samhain, os wiccanos celebram o Yule, completando assim o ciclo do ano.

Certamente, há muitos mistérios enterrados aqui. Por que o Deus primeiro o filho e depois o amante da Deusa? Isto não é incesto, mas simbolismo. Na história da agricultura (um dentre muitos mitos wiccanos), a constante alternância da fertilidade da Terra é representada pela Deusa e pelo Deus. Este mito fala dos mistérios do nascimento, da morte e do renascimento. Celebra os maravilhosos aspectos e belos efeitos do amor, e honra as mulheres que perpetuam nossa espécie. Também indica a grande dependência que os homens têm em relação à Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa rotina.

Para povos agrícolas, o ponto principal deste ciclo místico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. O Alimento - sem o qual todos morreríamos - está intimamente ligado às deidades. Na verdade, os wiccanos vêem a comida como mais uma manifestação da energia divina.

Assim, ao observar os Sabbats, os wiccanos sintonizam-se com a Terra e com as deidades. Eles reafirmam suas raízes na Terra. A prática de rituais nas noites de lua cheia também fortalece sua conexão com a Deusa em particular.

O wiccano sábio celebra os Sabbats e os Esbats, por serem estes períodos de poder real e simbólico. Honrá-los de algum modo é parte integral da Wicca.
retirado de'Guia Essencial da Bruxa Solitária', de Scott Cunningham

19/07/2010

lugh


Artigos - Mitologia
Escrito por Lenita
Sex, 26 de Setembro de 2008 02:20

A ideia de que os guardiões protegiam e defendiam o Planeta Terra, com certeza veio dos pensamentos celtas, pois fica explicito nos estudos que procedem do deus Sol, LUGH.




Lugh é um Deus Celta, representado em muitas Lendas Irlandesas como sendo o triunfo da Luz sobre a Escuridão. Ele é o Guardião legítimo da Lança Mágica de Glorias e era particularmente associado ao uso da funda (arma feita de pele de animal com a qual se lançam pedras ), com a qual matou o seu terrível adversário, Balor.




Lugh é um Deus que está presente em todos os Panteões Celtas.. Em Gaulês antigo tinha o nome de Lugos, e ao longo do resto da Ilha Britânica, é conhecido como Lug. As Histórias e mitos sobre ele diferem em cada região onde é reverenciado de inúmeras formas e através de diferentes ritos.




Principalmente conhecido como Deus do Sol, Lugh também é um Deus Guerreiro, da Medicina, Druida, Bardo, Ferreiro, Cervejeiro, entre outras coisas.

As suas funções identificam-no como um Deus da Guerra e das Artes Mágicas, mas os poetas e todos os artistas também são por ele beneficiados, juntamente com os guerreiros e os magos. As suas armas sagradas em todas as tradições são a funda e a lança. No folclore Irlandês ele é o Pai do grande Herói Cuchulain.




Lugh é um Deus do céu e está fortemente ligado com o fogo, com o Sol e com o tempo. Em várias representações suas, Ele aparece com um Torc ( (peça de joalharia Celta ), e uma lança brilhante, que por vezes aparece como sendo um raio.

Ele é o Deus de todas as habilidades, artes e da excelência em todo o empenho imaginável. Ele é visto como o Protetor e Guia do seu Povo. Animais que lhe são especialmente sagrados são, as águias e os corvos que mantêm vigia sobre tudo aquilo que acontece na Terra. A sua Árvore Sagrada é o Freixo.

Embora ele seja representado das mais diversas formas e com atributos diferentes, existem alguns pontos em comum encontrados nos Mitos sobre Lugh em diferentes Tribos Celtas:




Ele é um Deus Jovem com longos cabelos e com a face brilhante como o Sol

Ele é qualificado em várias Artes

Ele é sobrevivente de gêmeos no nascimento

Ele é adotado em criança (na Irlanda por Tailtu e em Gales por Gwydion)

As suas armas principais são a lança e a funda

A sua associação com pássaros e a capacidade de se transformar neles. Lugh, assim como Morrighan, está associado com corvos e gralhas, embora na mitologia Gaulesa ele se transforme em Águia.




Lendas e Narrativas




A história de Lugh começa com o amor secreto entre Cian ( (um Dannan ) e Eithne ( filha de Balor , o Fomoriano.

Balor, para proteger a sua filha, prende-a numa torre muito alta, inalcansável por qualquer meio a não ser pelo voo. Cian, apaixonado por Eithne, pede a uma Druidesa que o torne capaz de voar sobre uma nuvem em cima da torre.




Meses depois, Eithne dá á luz duas lindas crianças (o que comprova que o pai não era um Fomoriano porque os Fomorianos são seres míticos que não devem muito á beleza ). Balor, preocupado e enfurecido com isto, lança as crianças ao mar.

Mas, uma profecia tinha sido feita anos antes, dizendo que uma criança Fomoriana de sangue Dannan provocaria a morte de Balor e este quis prevenir aquele destino fatal.




Uma das crianças afoga-se e a outra começa a nadar. Esta criança é descoberta pelo Deus do Mar, Mannanann Mac Lir que o envia a uma mulher guerreira e feiticeira, Tailtiu , para ser adoptado e cuidado até chegar o tempo em que o menino estivesse crescido o bastante para voltar com os 4 tesouros do Outro Mundo para derrotar os Fomorianos.




O Jovem Lugh foi então levado por Tailtiu que o ensinou e criou. Ele aprendeu depressa. Ela ensinou-lhe tudo o que pôde e enviou-o a outros para ele aprender o que ela não podia ensinar. Lugh teria então de voltar para Mannanan e cumprir o seu destino.

Druantia




Druantia is a goddess associated mostly with trees. Druantia é uma deusa associada principalmente com as árvores. Three trees that are most often associated with her are fir, oak, and evergreen. Três árvores que são mais frequentemente associados a ela são o abeto, carvalho, e verde.

In pagan mythology Druantia is a fir tree goddess. Em pagão mitologia Druantia é um abeto árvore deusa.

Her name is believed to be derived from the Celtic word for oak trees, "drus" or "deru". [ 1 ] She is known as "Queen of the Druids ". O nome dela é acreditado para ser derivado do Celta palavra para carvalho árvores ", drus" ou "Deru". [1] Ela é conhecida como "Rainha dos Druidas ". She is a goddess of fertility for both plants & humans, ruling over sexual activities & passion. Ela é uma deusa da fertilidade para ambas as plantas e os seres humanos, decidindo sobre a actividade sexual e paixão. She also rules protection, trees, protection of trees, knowledge, creativity. [ 2 ] Ela também normas de proteção, árvores, proteção de árvores, conhecimento, criatividade. [2]

Archetypally she is an aspect of the eternal mother as seen in the evergreen boughs. Arquetipicamente ela é um aspecto da mãe eterna como visto no evergreen ramos.

DIANCECHT



Deuses e Deusas
Dian Cecht





Nome: Dian Cecht / Plough Strong Diancecht »ou« Deus do / a Plough " significa Cainte (' fala ')



Raça: Tuatha De Danann Dé



Propriedades: Deus da Cura , Medicina, Regeneração



Pai: Dagda



Sons : Miach Cian Cethe Cu



Filhas : Airmid Etan esposa de Oghma



Neto : Lugh Lámhfada



Harper: Corann

Sites associados : Heapstown Cairn (O Bem do Slaine ) , Co. Sligo.



Ervas associadas: Dandelion, Woodsorrel , Chickweed

Árvores associadas : Aveleira

Dian Cecht era um médico e curador da Tuatha De Danann Dé. Curou Rei Nuada cabendo -lhe um braço operacional de prata depois de sua outra tinha sido cortada na primeira batalha contra o Magh Tuiredh Fir Bolg. Dian Cecht também cantou encantamentos sobre um poço nas imediações da segunda batalha de Magh Tuiredh no qual ele colocou todos os guerreiros mortos e uma vez que foram mergulhados no poço que se tornou completo novamente e estavam prontos para a batalha mais uma vez. Dian Cecht é disse ter sido um rival dos métodos de cura de seu próprio filho Miach, que preferiu usar ervas e contato direto e encantamentos , ao invés de procedimentos cirúrgicos e protéticos .

Brigit


Quando a primavera chegou, no primeiro timidamente e com poucos sinais , eu encontrei Bride , o aspecto da donzela Brighid. Após o incrível poder da Cailleach, Foi difícil para mim até sentir força suave da Noiva . Ela é como o menor suspiro de uma brisa depois de uma tempestade . Ela é a força que ajuda a sair da vida na terra fria e dura através de gemas . Ela é a corrente de ar que sustenta o pássaro pairando. Seu poder é mais suave , mas não fraco para ele.

O Fogo da Inspiriation
Noiva ( raça) é a primeira manhã de primavera. Ela é a estrela da esperança para novos começos. Ela é o verde tenro que enfeitam árvores no início do ano . Ela é a pena de dedos donzela que traz a luz primeira do ano, a primeira centelha de inspiriation . Ela é a força de crescimento.

Em Candelária, As velas Cailleach fora para uma ilha ao largo da costa da Escócia. Seu curso é constante e garantida. Pouco antes de manhã , o seu navio chega à ilha e, a antiga deusa caminha para o Bem no centro. Na primeiras luzes do amanhecer , as bebidas Cailleach do poço e se transforma em Bride , o espírito da Primavera.

Outra história diz que a Cailleach transforma em uma rocha no início da Primavera . Agora Bride , que foi mantida presa em sua caverna , pode vir a partir da terra fria e tocar a terra com sua beleza.


Nesta época do ano, o crescimento verde novo aparece em todos os lugares que gostaríamos de ver. O verde fresco da primavera eleva nosso espírito. Logo, o abrunheiro marca os lugares onde andou a Deusa e, posteriormente, florescer árvores de fruto. danças Bride com a paisagem e verdura cresce onde ela passa. A vida é brilhante , uma vez mais .

Em Candelária, no mesmo dia por dois anos seguidos, agora, a flor snowdrops primeiro no meu jardim. O snowdrop é sagrada flor da noiva , e snowdrops são usados para decorar o altar para o festival.

No dia da noiva na Escócia foi comemorado com uma festa após uma procissão , quando uma boneca vestida foi tomada ao redor da aldeia . Originalmente esta era uma espiga de milho que estava vestido com a roupa como uma boneca. O " boneco " foi colocado em um cesto, cama da noiva . As velas foram colocadas ao lado da cama . Em casa, a cama da noiva foi feito perto do fogão e mulheres que tomar um copo de leite e mel , e faça um desejo. Os homens , então, entrar e pedir sua ajuda com o seu trabalho no ano que vem . O costume persistiu por muito tempo , nas Ilhas Hébridas .

Noiva é claramente identificada com a fertilidade retornando para a terra. É a primeira onda entusiástica de inspiração, a primeira tentativa de um novo projeto. Ela traz a primeira alegria da criatividade e um sentido de jogo. Sempre que encontro Noiva em meditação , ela me leva numa dança alegre com a paisagem . Ela está sempre espirituoso e brincalhão.


O snowdrop me diz muito sobre o poder da Noiva . É frimly raízes com uma lâmpada forte na terra escura. No primeiro prolongamento do dia , a lâmpada emite brotos verdes , com uma flor em botão no centro. A parte aérea e do alcance de gemas em direção à luz , até que os estouros de gemas e uma flor branca abre featherlight . Esta leveza é o poder da Noiva. Lembra-nos a permanecer enraizados na Terra, mas para chegar tão alto como nós podemos ver a interligação de todas as coisas . Podemos chegar mais alto para a prática da meditação e (após muito treinamento ) de vôo do espírito.

As histórias de Santa Brígida da iniciação, tendo o seu sacerdócio, mostrar como essa Deusa é essencialmente virgem , até toda ela. Eles também mostram a importância de ver além da dualidade . Noiva nos mostra o caminho para a prática espiritual.

Meu relacionamento com minha noiva feeds prática espiritual e inspira o meu pensamento e minha escrita. Ela está presente no início de cada dia e cada novo projeto. Noiva inspiração na vida de todos nós. Sua luz ajuda as sementes de um novo crescimento para germinar em nós, para que nosso trabalho pode ser frutífera

18/07/2010

BLODEUWEDD


Bloudeuwedd é a Deusa das Flores, da terra, da sabedoria, dos mistérios lunares e iniciações. Seu nome significa "Face de Flor" ou "Flor branca" Esta Deusa está associada à madrugada e ao May Queen. A fase da lua que representa Blodeuwedd é a Lua Escura, época de total introspecção. O vento frio carrega seu nome e suas cores são o branco e o preto. Na Roda do Ano, Blodeuwedd associa-se as festividades de Samhaim. Blodeuwedd foi criada por Math e Gwydion, a partir da florescência de nove flores - os celtas acreditavam que através de suas nove flores poderiam atrair as bençãos da deusa. Seus símbolos mágicos são a coruja branca, a rainha-dos-prados, o carvalho, a vassoura, a primavera e o joio. Seu dia é sexta-feira e suas cores são o rosa, verde e marrom.

DEUS ARAWN


Gwynn ap Nudd e Arawn Mar 13, '09 12:02 AM
para todos

Na tradição céltica britânica, há dois nomes que vamos encontrar relacionados à soberania do Outro Mundo dos Mortos e do Povo das Fadas: Gwynn ap Nudd e Arawn.




Existe um conto do “Mabinogion”, a obra-prima da literatura galesa medieval, chamado “Culhwch e Olwen, ou o Twrch Trwyth”. Nesse conto, Gwynn ap Nudd é mencionado na seguinte passagem:




“Um pouco antes disso, Creiddylad, a filha de Llud Llaw Ereint, e Gwythyr, o filho de Greidawl, estavam prometidos. Antes que ela se tornasse sua noiva, Gwynn ap Nudd veio e raptou-a pela força; e Gwythyr, o filho de Greidawl, reuniu seus homens e foi lutar com Gwyn ap Nudd. Mas Gwynn superou-o e capturou Greid, o filho de Eri, e Glinneu, o filho de Taran, e Gwrgwst Ledlwn e Dynarth, seu filho. E ele capturou Penn, o filho de Nethawg, e Nwython e Cyledyr Wyllt, seu filho. E ele matou Nwython e arrancou seu coração e obrigou Cyledyr a comer o coração de seu pai. E a partir daí Cyledyr tornou-se louco. Quando Arthur ouviu falar a esse respeito, ele foi para o norte e convocou Gwynn ap Nudd a comparecer perante ele e libertar os nobres que havia aprisionado e a fazer a paz entre Gwyn ap Nudd e Gwythir, o filho de Greidawl. E esta foi a paz feita: a donzela permaneceria na casa de seu pai sem vantagem para qualquer deles e Gwynn ap Nudd e Gwythyr, o filho de Greidawl, lutariam a cada primeiro de maio, daquela data até o Dia do Julgamento, e qualquer deles que fosse então o vencedor obteria a donzela.”




Vamos examinar alguns desses personagens. Mirella Faur (“Anuário da Grande Mãe”, Ed. Gaia, 1999) apresenta Creiddylad (Cordélia) como uma deusa da terra e da natureza. Já vi (mas não me lembro onde) o seu nome citado como deusa do amor.




Lludd Llaw Ereint é mais interessante. Llaw Ereint significa “Mão de Prata”. Assim, ele é o correspondente do irlandês Nuada Argetlamh, pois Argetlamh também quer dizer “Mão de Prata”. A lenda conta que Lludd era o filho de Beli (que passa por ser o deus da morte) e foi um dos antigos reis da Grã-Bretanha, como seu pai. Aliás, foi ele quem construiu Londres, cujo antigo nome galês é Caer Lludd, ou seja, o “Castelo de Lludd”, como se narra em “Lludd e Llefelys”, do “Mabinogion”. London ou Lwndrys (de onde vem o português Londres) foi o nome que os saxões mais tarde deram a essa cidade. Ainda existe em Londres um lugar chamado Ludgate, o “portal de Llud”, onde a tradição diz que foram colocadas as cinzas desse soberano. Entretanto, o Lludd britânico e o Nuada gaélico são ambos transformações de uma divindade mais antiga, Nodens, um deus da cura, cujos cães mágicos também se acreditava fossem capazes de curar os doentes. As ruínas de um grande templo dedicado a ele, datando do período da ocupação romana, foram encontradas nas proximidades do rio Severn (Arthur Cotterell, “The Encyclopedia of Mithology”, Lorenz Books, New York, 1999). Veja que interessante: Nodens – Nuada (Irlanda) – Lludd (Grã-Bretanha). O outro nome de Lludd é Nudd (Nodens). Desse modo, ele próprio é o pai de Gwynn, a não ser, é claro, que exista um outro Nudd. Mas penso que não.




“Glineu ap Taran”, Glineu, filho (ou descendente) de Taran. Essa é uma das raras passagens da literatura céltica britânica em que uma divindade dos celtas continentais é lembrada. Geralmente, deuses continentais surgem de forma muito modificada na literatura insular (na Irlanda, Connall Cernach, por exemplo, experimentalmente identificado com Cernunnos), desempenhando funções muito secundárias ou então apenas seus nomes são mencionados, como é o caso aqui. “Taran” é Taranis, o “Trovejante”, deus gaulês do céu, das tempestades e raios, que os romanos equipararam ao seu Júpiter. Seus símbolos são a roda e o tridente, ou lança de três pontas.




Por fim, o próprio Gwynn ap Nudd. Gwynn foi o deus galês da caça, ou seja, o guardião da vida selvagem, aquele que permite aos humanos alimentarem-se do seu rebanho e providencia para que a vida sempre se renove. Ele é o deus caçador e o deus a quem oravam os caçadores ao penetrarem na floresta, domínio de Gwynn, para buscarem a carne que iria sustentá-los e às suas famílias, as peles com que se cobririam nos meses frios de inverno. Porém, se um dia é do caçador, o outro é da caça... Lembra-se do mito de Adônis, que foi morto por um javali? O mesmo terá acontecido a muitos caçadores célticos. Nesse caso, o deus exigiu um sacrifício pelos dons que foram concedidos em outras ocasiões. Gwynn é um deus selvagem e poderoso, daí a crueza do seu comportamento, tal como registrado no conto do “Mabinogion”. Também por isso foi ele escolhido, ao firmar-se o cristianismo, como aquele que é capaz de controlar os demônios e mantê-los dentro de certos limites. Sua capacidade de tomar as vidas dos caçadores como tributo é lembrada em seu papel de líder da “Wild Hunt”, a “Caçada Selvagem”, em que, diz-se, Gwynn ap Nudd lidera as forças do mal e do caos numa busca frenética de viajantes solitários cujas almas serão capturadas e levadas ao inferno. Mas fique isto claro: Gwynn não é o deus que governa o mundo dos mortos, ele é uma divindade guardiã, um protetor dos limites. Não é incomum, em grupos mágicos que trabalham numa orientação céltica, que Gwyn ap Nudd seja invocado para guardar o exterior do círculo mágico.




Quem é, então, o deus que efetivamente governa o Além? Na tradição irlandesa, a Terra da Juventude (“Tir na n-Óg”) é governada pelo Senhor das Brumas, Manannan mac Lir. Na tradição galesa, por Arawn, o Rei de Annwfyn. Como estamos tratando de temas galeses, é neste que me deterei.




Arawn (“Língua Prateada”?) é mencionado também no “Mabinogion”, no assim chamado “Primeiro Ramo”, a história de “Pwyll, Pendeuig Dyfed”, “Pwyll, Príncipe de Dyfed”. Certa vez, Pwyll saiu para caçar. Ele se distanciou de seus companheiros e viu um veado numa clareira, sendo encurralado por cães puramente brancos de orelhas vermelhas (‘Cwn Annwn’, ‘Cães de Annwn’).”




Ele espantou esses cães e atiçou os seus próprios sobre o veado. Surgiu então Arawn, um cavaleiro montando um cavalo cinzento e vestindo roupas de caçar cinzentas, com um chifre de soprar ao redor do pescoço. Arawn censurou Pwyll pela sua falta de cortesia, depois se apresentando como um soberano de Annwfyn [an-nú-vin), isto é, o Outro Mundo. Pwyll lhe pede que indique um modo de desculpar-se pelo seu procedimento grosseiro e Arawn diz que o perdoará se ele enfrentar Hafgan (“Verão Branco”), um outro soberano do Além que todos os anos o desafia. Mas adverte Pwyll de que Hafgan tem de ser derrotado com um único golpe, pois, se for golpeado uma segunda vez, recuperará todo o seu vigor. Pwyll acompanha Arawn até o seu reino sobrenatural e lá eles trocam de forma: Arawn retorna a Dyfed (a região sul de Gales) com a aparência de Pwyll, enquanto este reinará sobre Annwfyn por um ano com a aparência de Arawn, compartilhando inclusive do leito da esposa dele (embora o autor da versão atual do conto, a fim de poupar a decência cristã, esclareça que nunca houve nada entre eles). É assim que Annwfyn é descrito nesse conto:




“Assim, Arawn conduziu-o até avistarem o palácio e suas habitações. ‘Vede’, disse Arawn, ‘a Corte e o reino em vosso poder. Entrai na Corte, ninguém lá vos reconhecerá e, quando virdes os serviços lá feitos, sabereis quais são seus costumes.’




“Pwyll então se adiantou para a Corte e, quando entrou, contemplou dormitórios e salões e câmaras e os mais belos edifícios jamais vistos. Ele entrou no salão para desmontar, vindo jovens e pajens auxiliá-lo, os quais os saudaram ao adentrarem as dependências do palácio. Vieram dois cavaleiros e tiraram-lhes as roupas de caça, vestindo-o com uma túnica de seda e ouro. O salão estava preparado e Pwyll viu a mansão e o anfitrião que nela entrava. Este era o mais gracioso dos anfitriões e o mais bem equipado que Pwyll havia conhecido. Com eles entrou igualmente a rainha e ele nunca vira mulher tão formosa. Ela trajava uma túnica de brilhante cetim amarelo. Eles se lavaram, foram para a mesa e sentaram-se, a rainha a um lado de Pwyll e do outro um que parecia ser um conde.




"Ele começou a conversar com a rainha e pensou, em razão de suas palavras, que ela era a senhora mais decente e de mais nobre conversação, bem como a mais alegre que já houvera. Partilharam a carne e a bebida, cantando e festejando. De todas as Cortes na terra, era esta a melhor provida de comida e bebida e recipientes de ouro e jóias reais.




"Quando chegou a hora de dormir, Pwyll e sua rainha foram para o leito. Ele virou seu rosto para a beira da cama e deu-lhe as costas, não lhe dizendo palavra alguma antes que amanhecesse. No dia seguinte, o carinho e a afeição voltavam à conversação deles, embora durante o ano que se seguiu noite alguma fosse diferente da primeira.”




Essa é uma das descrições que os celtas britânicos faziam do Outro Mundo, nada diferente dos “Sidhe” da tradição irlandesa, as colinas ocas (“hollow hills”) onde os Tuatha Dé Danann, derrotados pelos mortais gaélicos, refugiaram-se para levar uma existência encantada e de onde saíam em cavalgada na noite de Beltane para juntar-se aos humanos e, talvez, levar consigo uns poucos escolhidos que desfrutariam da mesma vida mágica, sem doenças ou velhice, dos Filhos de Danu.




Arawn é também mencionado em duas importantes obras do bardo Taliesin (séc. VI d. C.). O poema “Cadd Goddeu”, “A Batalha das Árvores”, e “Preiddeu Annwn”, “Os Espólios de Annwn”. O primeiro narra o combate movido por Arawn contra Amaethon ap Don, que lhe havia roubado um pássaro, um cão e um cervo. Nesse combate, o mago Gwydion ap Don usou seus poderes para transformar árvores em guerreiros, daí o nome do poema. Em “Os Espólios de Annwn”, Taliesin conta a viagem de Arthur e companheiros ao Outro Mundo (aí chamado “Caer Sidi”) para conseguirem o caldeirão mágico possuído por Arawn.




Já sabemos, então, quem é Gwynn ap Nudd, quem é Arawn e qual a descrição de Annwn ou Annwfyn. Resta apenas dizer que, de acordo com alguns estudiosos, Gwynn e Arawn são o mesmo. De acordo com outros, Gwyn seria o deus do Além em uma parte de Gales, enquanto na outra seria Arawn. E, de acordo com uma terceira corrente, “Arawn” seria apenas um título que poderia ser aplicado a mais de um personagem mítico. Se alguém me perguntasse o que penso, eu diria: dado o aspecto predominantemente local da maioria dos cultos e divindades célticos, o mais provável é que as três posições estejam corretas (ou nenhuma delas!!!), dependendo do celta a quem você perguntasse.

17/07/2010

DEUS BELENOS


Bel/Belenus/Belenos/Belimawr

Belanus, também conhecido como Bellenos ou Bellenus, é o Deus Celta do Sol.

No dia 1 de maio (hemisfério norte) e 31 de outubro (hemisfério sul), é comemorado Beltane, ou Fogo de Bellenos, festival em homenagem a Bellenos.

Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 1º de maio no hemisfério norte. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação. Era um dos principais deuses da mitologia celta, mas era uma divindade mais regional, adorada principalmente no norte da Itália e na costa mediterrânea da Gália. Foi um deus associado a agricultura
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

DEUSA BADB


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa
Na mitologia irlandesa, Badb (/baðβ/ "corvo" em irlandês antigo; irlandês moderno Badhbh /bəiv/ significando "abutre") era uma deusa da guerra que assumia a forma de um corvo, e era assim por vezes denominada Badb Catha (corvo de batalha). Frequentemente causava confusão entre os soldados ao fazer a batalha pender para seu lado favorito. A ilha Boa recebeu seu nome por causa desta deusa.

Campos de batalha eram chamados de a terra de Badb, e com frequência era dito que Badb aparecia neles sob a forma de um corvo ou de um lobo. Badb é associada à beansidhe, e diz-se que foi crucial na batalha contra os fomorianos.

Badbs também eram as vítimas de sacrifícios. Em The Destruction of Da Derga's Hostel, entre os quartos da hospedaria e seus moradores observados por Lomna Druth, filho de Donn Desa, o qual informa à Fer Rogain que depois dos quartos dos cavalariços, juízes, conjuradores e satiristas, vinha o Quarto dos Badbs:

Observei um trio, nu, pendendo do telhado da casa: jatos de sangue irrompendo deles e as cordas do morticínio em seus pescoços.' 'Destes eu sei,' disse ele, 'três .. . de horrível presságio. Aqueles são os três que são assassinados todas as vezes.'"

No registro mitológico da segunda batalha de Mag Tuired, onde os Tuatha Dé Danann derrotaram os fomorianos, foi dito que Badb recitou a seguinte profecia sobre o fim do mundo:

Verão sem flores,
gado sem leite,
mulheres sem modéstia,
homens sem valor;
cativos sem um rei,
bosques sem nozes,
mar sem frutos
— (Ó Cuív 37)

Com suas irmãs, Macha e Morrígan, constituía uma tríade de deusas guerreiras filhas da deusa-mãe, Ernmas. De acordo com Seathrún Céitinn, Badb era venerada por Ériu, de quem ela pode ser vista como equivalente. Às vezes ela é citada como esposa de Neit, e pode ser equivalente de Nemain, esposa habitual de Neit. Todavia, é dito que Nemain e Badb tinham pais diferentes, o que é um argumento a favor de sua separação enquanto personagens: Badb é descrita como uma das três filhas de Delbaeth, filho de Neid enquanto é dito que Nemain era filha de Elcmar do Brugh (Newgrange, próximo do Boyne), que ra filho de Delbaeth, filho de Ogma, filho de Elatan.[1]

Provavelmente, ela está relacionada à deidade gaulesa Catubodua, conhecida por uma inscrição em Haute Savoie, na França oriental.

Badb não deve ser confundida com Bodb, uma divindade masculina.

DEUSA ANU



Na mitología celta igualmente existe uma deusa de nome Anu. Trata-se da forma de donzela da deusa Dana ou Danu, sendo Danu a forma de mãe e Badb a forma de idosa. Anu é deusa da fertilidad, a abundância e a prosperidade, um de seus símbolos é a Lua Crescente. Às vezes, vincula-lha ou confunde com outras deusas, tais como Ainé.
Anu/Annan/Dana/Dannan - Deusa Mãe, da Abundância, sendo a maior de todas as deusas do panteão irlandês. Aspecto virginal da Deusa Tripla, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade, da PROSPERIDADE e do CONFORTO .

DEUSES CELTAS




Angus Mac Og (Irlanda) - Deus: da juventude, amor e da beleza.

Anu (Irlanda) -Mãe Terra, Deusa de fertilidade, prosperidade e do conforto.

Arawn / (País de Gales) - Deus do reino do subterrâneo, do terror e da guerra.

Arianrhod ( País de Gales) - Deusa, aspecto da Mãe, da Deusa Tripla na Irlanda. Honrada na Lua cheia, Deusa da beleza, fertilidade, reencarnação.

Badb (Irlanda) - Deusa, aspecto da Mãe da Deusa Tripla na Irlanda. Associado com o caldeirão, e corvos. Representa a vida, sabedoria, inspiração.

Bel / Belenus (Irlanda) - Deus, estreitamente ligado aos Druídas. Deus da ciência, restabelecimento, primaveras quentes, fogo, sucesso, prosperidade, purificação, colheitas, vegetação, fertilidade.

Blodeuwedd / Blod-oo-eeth// Blancheflor ( País de Gales) - Deusa da terra em florescimento, flores, sabedoria, mistérios lunares, iniciações, Deusa jovem.

Boann (Irlanda) - Deusa Mãe de Angus Mac Og.

Bran o Abençoado (País de Gales) - Deus da profecia, das artes, dos líderes, da guerra, do sol, e da música.

Branwen / Bran -oo-en (País de Gales) - Deusa do amor e beleza.

Brigit / Breed / Brida (Irlanda e País de Gales, Espanha, França) - Deusa associada ao Imbolc, Deusa de fogo, fertilidade, todas as artes femininas. Esta relacionado à agricultura, à inspiração, ao aprendizagem. à poesia, à adivinhação, profecia, amor, bruxaria, ao conhecimento oculto.

Cernunnos (Ker-noo-nos) - Conhecido emtodas as regiões Celtas, Deus da Natureza e todas coisas selvagens. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, reencarnação, encruzilhadas, riqueza, comércio, guerreiros.

Cerridwen (País de Gales) - Deusa da Natureza, da morte, fertilidade, inspiração, magia, astrologia, ervas, ciência, poesia, feitiços e conhecimento, sua imagem está relacionado ao caldeirão.

Creiddylad / Cordellia (País de Gales) - Deusa ligada à Beltane, frequentemente chamada de Rainha, Deusa de Flores de Verão, amor.

Crone conhecido em todas as regiões célticas - Deusa, aspecto da Deusa Tripla. Ela representa velhice ou morte, inverno, o fim de todas coisas, o sangue menstrual, fases de vidas das mulheres. Toda destruição que precede regeneração através de ela, o caldeirão do renascimento.

Dagda (Irlanda) - Deus da proteção, guerreiros, conhecimentos, magia, fogo, profecia, tempo, reencarnação, as artes, iniciações, o sol, restabelecimento, prosperidade e abundancia, música e harpa.

Danu / Danna (Irlanda) - Deusa provavelmente o mesmo como Anu, Mãe dos Deuses, Grande Mãe, Deusa Lua, Patrona dos Magos, rios, água, prosperidade e abundância.

Diancecht / Dian-ket (Irlanda) - Deus médico-mágico do Thuata da Danann. Deus de magia curativa, medicina.

Don / Dom-noo (Irlanda e País de Gales) - Deus governante da terra, da morte eentradas para os outros mundos. Controle dos elementos, eloquência.

Druantia (Todas as regiões célticas) - Deusa da fertilidade, paixão, atividades sexuais, árvores, proteção, conhecimento, criatividade.

Dylan (País de Gales) - Deus do Oceano.

Elaine (País de Gales) - Deusa, aspecto intacto da Deusa.

Epona (Grã-Bretanha, Gaul) - Deusa da fertilidade, maternidade, protetora dos cavalos, prosperidade, cães, primaveras, colheitas.

Eriu / Errado-eu-oo (Irlanda) - Deusa, uma das rainhas do Tutha da Danann.

Flidais (Irlanda) - Deusa das Florestas e coisas selvagens.

Goibniu / Gofannon / Gov-ann-em (Irlanda e País de Gales) - Deus dos ferreiros, fabricante de arma, fabricação de jóias.

Great Father (Todas as regiòes Célticas) - O Senhor (não o diabo), Senhor de inverno, colheita, animais, montanhas, regeneração. O aspecto masculino de criação.

Great Mother (Todas regiões Celtas) - Deusa, a Dama, o aspecto feminino de criação, Deusa de fertilidade, a Lua, verão, flores, amor, restabelecimento.

Green Man (Todas as regiões Celtas) - Veja Cernunnos.

Gwydion / Gwin-dee-em (País de Gales) - Deus, o maior, guerreiro-mágico, mudanças, magia, o céu.

Gwynn Ap Nudd / Gwin-ap-Neethe (País de Gales) - Rei das Fadas.

Gwythyr / Gwe-theer (País de Gales) - Deus, contrário de Gwynn ap Nudd. Rei do mundo superior.

Herne, o Caçador (Todas as regiões celtas) - Igual à Cernunnos, Homem Verde, Senhor da Caça selvagem. O lado ativo, masculino de natureza. Pai da Terra, dos animais selvagens, fertlidade, desejo, amor físico, agricultura, bandos. Deus Cornífero, o Deus amante da Deusa Mãe.

Llyr / Thleer / Lir (Irlanda e País de Gales) - Deus do oceano e água.

Lugh / Loog (Irlanda) - Deus das habilidades. Druída médico, magia, reencarnação, relâmpago, água, artes manuais, poetas, músicos, historiadores, iniciações, profecia. Conhecido como o Deus Sol Celta.

Macha / Maax-ah (Irlanda) - Deusa protetora nos estados de guerra, deusa da força física pura, sexualidade, fertilidade, domínio acima dos homens.

Manannan Mac Lir / Mannan-awn maliklir ( Irlanda e País de Gales) - Deusa do oceano, navegantes, das tempestades, fertilidade, artes, renascimento.

Margawse (País de Gales) - Aspecto da Deusa Mãe.

Merlin (País de Gales e Grã-Bretanha) - Deus, Druída, mágicko das ervas, da natureza, proteção, profecia, dons psíquicos rituais encantamentos.

Morrigan / Morgana/ Moor-rig-oo (País de Gales, Irlanda, Grã-Bretanha) - Deusa suprema, patrona das sacerdotizas, sacerdotes e bruxas.

Nuada / Nudd (País de Gales e Irlanda) - Deus parecido com Netuno, Deus das águas, oceanos, pesca e sol.

Ogma / Ogmios (Irlanda) - Deus parecido com Netuno.

Rhiannon / Hri-um-não (País de Gales) - A Grande Rainha, Deusa dos pássaros e cavalos, dos encantos eda fertilidade.

Scathach / Scatha (Irlanda) - Patrona da destuição dos ferreiros, magia, profecia.

Taliesin / Tal-eu-ess-em (País de Gales) - Deus poeta, da sabedoria, mago, música, conhecimento.

10/07/2010

historia dos ciganos



Os ciganos fazem parte de uma etnia de cultura própria, rica, já que por variadas razões encontram-se dispersos por todo o mundo, tendo passado, em suas andanças, por diferentes países, legando e enriquecendo a sua cultura. Uma pequena parcela, hoje em dia, ainda é nômade, mas a maioria, como no caso dos ciganos do Rio de Janeiro, é seminômade e sedentária.

Segundo Arthur R. Ivatts, sociólogo, educador britânico e assessor da Comissão Consultiva para a Educação dos Ciganos e Outros Nômades, a concentração maior desse povo fica na Europa, ou seja, da população mundial cigana, mais ou menos a metade é residente na Europa, sendo que dois terços na Europa Oriental, e, parte reside ainda, no norte e no sul da África, no Egito, na Argélia e no Sudão. Nas Américas, o contingente está distribuído dos Estados Unidos à Argentina, tendo uma maior concentração no território brasileiro.

Devido ao modo de vida cigano, é difícil calcular o número exato deles, mas, segundo Ivatts, em 1975, sem contar com a Índia e o sudeste asiático, os ciganos eram, em média, cerca de sete a oito milhões em todo o mundo.

Antes de desenvolver o tema, é preciso deixar claro que o termo cigano é genérico, assim como índio, ou seja, dentro dessa etnia existem subdivisões e, nelas, existem famílias que fazem das tradições uma cultura própria de acordo com o subgrupo ao qual pertencem. No Brasil, mais particularmente no Rio de Janeiro, existem dois grandes grupos de ciganos: o Rom e o Calom.


O grupo Rom é mais disperso, pois, devido a sua origem extra-Ibérica, é encontrado no mundo todo, da União Soviética à Argentina. São os considerados ciganos autênticos e tradicionais. No Rio de Janeiro, foram contactadas famílias de três grupos rons: o Kalderash, o Khorakhanè e o Ragare.


Os nomes dos subgrupos são apresentados por força de uma profissão própria e predominante na família através dos tempos, como os kalderashès (ferreiros, caldeireiros, produtores de panelas, parafusos, utensílios, chaves, pregos, ferramentas, selas, cintos e outros objetos de couro). Alguns são exibidores de feras amestradas, os circenses (lovares) e (manushes). Outros ainda, que eram antigos negociantes de cavalos, atualmente, negociam com carros, sendo também exímios comerciantes, mecânicos e lanterneiros, como os ciganos do grupo Calom. Há também os que vendem ouro, jóias, roupas, tapetes, que são os mercadores ambulantes ou feirantes.















Os ciganos do grupo Calom situam-se, na Espanha — particularmente em Andaluzia, onde existe a maior concentração de calons — em Portugal, na África do Norte e no sul da França, são os chamados ciganos Ibéricos. Há muitos anos, alguns desse grupo foram deportados ou emigraram para as Américas, existindo, assim, uma grande parte desses ciganos no Brasil.


Diferenciam-se dos rons ( Romá) pelo aspecto físico, dialeto e costumes. Sua maioria encontra-se nômade, principalmente no Norte e Nordeste, mas uma grande parte já está totalmente sedentarizada, principalmente no Rio de Janeiro. Muitos exercem profissões ligadas à justiça: juízes, promotores, advogados, oficiais de justiça e policiais.


Os grupos e os subgrupos serão conhecidos minuciosamente no decorrer deste trabalho, mas, para finalizar essa visão histórica, é importante mencionar que o termo rom significa cigano para qualquer cigano, pois calom, como são conhecidos os ciganos Ibéricos, é o dialeto utilizado por estes desde a época da repressão na Espanha e em Portugal. O Romanês ou Romani, língua mundial cigana, traz a palavra rom significando homem, cigano e marido.

rituais cigano

Ritual de Nascimento

O cigano preserva muito a sua sorte.
Existem várias crenças para mantê-la, da vida uterina até a morte.
Diariamente a gestante cigana faz um ritual simples para que a criança ao nascer tenha sorte: ao avistar os primeiros raios de sol, passa a mão em sua barriga; da mesma forma, logo que vê os primeiros raios de luar, ela repete o gesto, desejando sorte e felicidade para o bebê.
Esta é a forma dela saudar as forças da natureza e pedir-lhe as bênçãos de suas luzes para a vida que já existe em seu ventre.
No sétimo dia após o nascimento da criança a mãe dá um banho no bebê, jogando moedas e jóias de ouro e pétalas de rosas em sua água, para que o filho ou filha conheça sempre a fartura , a prosperidade e a riqueza.

SANTA SARA

SANTA SARA



ESTA FOTO É ORIGINAL , FOI TIRADA DE SANTA SARA EM SUA CRIPTA NA FRANÇA,DEIXO ELA PARA QUE POSSAM COPIAR E TE-LA COM VOCES , NÃO FOI COPIADA DE NINGUEM É UMA FOTO QUE GANHEI E ESCANIEI PARA DEIXA-LA DE PRESENTE A TODOS QUE ME VISITAM ,POIS ELA É MUITO MILAGROSA

ORAÇÃO DE SANTA SARA

Minha Mãe e querida Sara Kali,

que em vida atravessaste os mares

e com vossa fé levaste à vida novamente

todos que contigo estavam;

Vós que Divina e Santa és

amada e cultuada por todos nós,

mãe de todos ciganos e do nosso Povo

Senhora do amor e da misericórdia

Protetora dos Rom

Vós que conhecestes o preconceito e a diferença

Vós que conhecestes a maldade muitas

vezes dentro do coração humano

Olhai por nós

Derramai sobre vossos filhos, vosso amor

vossa Luz e vossa paz

Dái-nos vossa proteção para que nossos caminhos

Sejam repletos de prosperidade e saúde

Carrega-nos com vossas mãos e protegei nossa liberdade,

nossas famílias e colocai no homem mais fraternidade

Derramai vossa Luz nas vossas filhas, para que possam

gerar a continuação livre do nosso povo

Olhai por nós em nossos momentos de

dificuldade e sofrimento, acalmai nossos corações

nos momentos de fúria, guardai-nos do mau

e dos nossos inimigos,

derramai em nossas cabeças vossa Paz

para que em paz possamos viver

abençoai-nos com Teu amor

Santa Sara Kali, que ao Pai celestial possas levar

nossas orações e abrandar nossos caminhos

Que Vossa Luz possa sempre aumentar em Teu

Amor, misericórdia e no Pai

E que asssim sejas louvada para todo o Sempre.



SANTO EXPEDITO

HISTÓRIA

Santo Expedito foi comandante de uma legião de soldados romanos encarregados de proteger o império dos ataques do Oriente. Por ordem do imperador Diocleciano, foi sacrificado, com os companheiros de armas, no dia 19 de abril de 303, e foi martirizado. Depois teve a cabeça decepada por uma espada. Apesar de ser oficial romano, recebeu uma luz divina que mudou sua vida, convertendo-o ao cristianismo.

No momento da conversão, apareceu um corvo, ave que simboliza o espírito do mal, e disse-lhe "cráss, , ...", que significa em latim "amanhã, , ...". O corvo queria que ele deixasse a conversão paraoutro dia. Ele não aceitou e esmagou o corvo com o pé direito, afirmando "hodie, , ... (que significa hoje em latim) não adiarei nada. Não vou deixar nada para amanhã". Ficou conhecido, então, como o santo que resolve as coisas com rapidez.



ORAÇÃO A SANTO EXPEDITO


Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, interceda por mim junto ao nosso Senhor Jesus Cristo, socorre-me nesta hora de aflição e desespero. Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me, ajuda-me, dai-me força, coragem e serenidade. Atenda ao meu pedido.

FAÇA SEU PEDIDO

Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja-me de todos que possam me prejudicar, proteja a minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a Paz e a tranquilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé. Muito obrigado.

08/07/2010

WICCA RELIGIÃO




Wicca é uma religião. Não é uma seita, tampouco um culto. A tradição, como é chamada, é uma religião de natureza xamanística, que a priori enfoca a natureza, a mulher e o homem. A Wicca - nome dado a arte da feitiçaria moderna - como religião, integra o paganismo atual ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar, contudo sua origem está no período paleolítico, o que o torna uma fé pré-cristã. Vale lembrar que o paganismo não se opõe e nem nega qualquer outra religião. O próprio termo o define como fé naturais e nativas.

A cultura celta foi uma das mais importantes culturas que predominaram na Europa milhares de anos antes da ascensão e conquista de Roma. Os celtas surgiram na Europa Central em meados do II milênio a.C. e provavelmente se originaram dos povos indo-europeus do continente Asiático, na época do Bronze Tardio e espalharam-se por todo continente europeu a partir da Idade do Ferro.

Os primeiros relatos da exist6encia dos Celtas na Inglaterra e Península Ibérica datam de 1000a. C. Começaram a ocupar as margens do rio Danúbio e Sul da Alemanha a partir de 600 a. C. O avanço das artes e da cultura céltica aconteceu na Suíça às margens do rio Neuchâtel e em La Téne. A partir daí entre os séculos III e V a. C espalharam-se por toda Europa chegando à Turquia e Ásia Menor. Pesquisadores afirmam que os Celtas permaneceram na Irlanda até a época de Cronwell, mais ou menos no século XVII.

Apesar de terem se espalhado por longas distâncias e países diferentes, a cultura celta jamais se fragmentou, pois haviam forças maiores que os unia: a língua, a arte e a religião.

A Religião dos celtas era o Druidismo, uma das religiões mais antigas do mundo. Na organização da sociedade celta, os Druidas exerciam um papel fundamental e de maior importância, já que eram os ministros da religiosidade, guardiões das tradições, cultura e da teologia. O Druidismo eram uma religião politeísta e seus ritos sempre eram realizados ao ar livre, pois os Deuses jamais poderiam ser reverenciados em templos feitos pelas mãos humanas e assim a natureza era reverenciada como a Única forma de atingir a essência das divindades.

A raiz filosófica-espiritual dos Celtas era baseada na reverência à duas Grande Divindades: a Grande Deusa Mãe e o Deus Cornífero, chamados de Ceridwen e Cernunos.

Essas duas Grande Divindades garantiam a prosperidade da descendência, da agricultura, do gado e o sucesso na guerra. O calendário céltico tinha uma estreita relação com a agricultura e os ciclos sazonais da natureza. O Druidismo ou a religião céltica pode ser exprimida como o culto à Grande Deusa Mãe, a própria natureza, em todas as suas manifestações.

Os Druidas ensinavam sobre a arte da agricultura, da cura com ervas, da caça entre outras coisas. Realizavam as festas ritualísticas em homenagem as Divindades, além de iniciarem as pessoas nos preceitos da arte da Magia.

A iniciação nos mistérios druídicos durava em média 20 anos e os ensinamentos eram transmitidos oralmente, pois temiam que a palavra escrita pudesse se tornar veículo de Magia incontrolável. Eram versados na adivinhação, onde utilizavam bastões oculares chamados de coelbren para predizer o futuro.

A classe sacerdotal era dividida entre homens e mulheres, mais a sociedade era extremamente matriarcal. Originariamente o sacerdócio era totalmente feminino. As Druidesas eram divididas em 3 classes: a primeira vivia enclausurada para alimentar o constante fogo da Deusa Brigit. As outras 2 classes se casavam e eram as principais participantes nos rituais sagrados.

A raiz filosófica-espiritual dos celtas era baseada na reverência à GRANDE DEUSA MÃE e ao DEUS CORNÍFERO. Os pagãos diziam que o Universo foi criado à partir do corpo e da mente da Grande Deusa. Ela é o princípio que simboliza a fecundação e a criação, Mãe de todos os Deuses. Seu filho e consorte, o Deus Cornífero, representa a fertilização.

No final da Idade de Bronze, que data de 5000 a.C. à 2000 a.C., encontramos muitos indícios de culto à Deusa Mãe. Pesquisas arqueológicas trouxeram à tona diversas obras de arte, da mais antigas, que são representações humanas do arquétipo da mãe. Estas descobertas se estendem por toda Europa, África, Escandinávia e diversas outras localidades.

Estatuetas femininas esculpidas em osso, marfim, barro, argila e pedra representando mulheres nuas com longos cabelos, grandes ventres e seios, sempre foram encontradas nas proximidades de lugares sagrados e em sepulturas, significando algo sagrado e de simbologia religiosa.

Foram encontrados também alguns objetos ritualísticos com desenhos da Deusa, que pela data constatada através de testes com carbono 14, datam de 500.000 a.C., o que seriam no paleolítico inferior.

A adoração a Cernunos, filho e consorte da Deusa, também era muito difundida na Europa. Foram encontradas diversas estátuas na Suécia e em Mohenio Daro, no vale Indo, com representações do Deus Cornífero com galhos de cervo e cercado por diversos animais.

Os homens primitivos, nossos ancestrais, sempre consideraram que o poder divino que presidia a criação era feminino e não masculino, como o cristianismo impôs ao mundo. Torna-se evidente que as crenças religiosas centrais da Europa envolvia a adoração da Grande Deusa Mãe (a Terra e a Lua) e ao Deus (o sol).

Com o advento do século XXI e consequentemente da Era de Aquário, todos estes velhos conceitos estão voltando à tona e ressurge em todo mundo com uma força brutal as crenças e todo o poder da Magia dos Antigos Celtas. A bruxaria é a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e desaparecimento ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de WICCA, como muitos usam hoje quando se referem às crenças e práticas de origem pagãs.

Talvez o mais antigo relato sobre a prática e a continuidade dos cultos da Bruxaria em nosso século, data de 1921 quando Margaret Murray publicou o livro “The Witch Cult in Western Europe”. Neste livro a famosa e respeitada Dra. Murray revelou que os cultos pagãos pré-cristãos ainda eram conhecidos e realizados em inúmeras partes da Europa. Nesta obra, mencionou que o culta a Cernunos e Ceridwen, os Deuses primordiais dos Celtas, tinha sido incorporado por inúmeros grupos Neo-pagãos atuantes da época.

Quando Robert Graves publicou em 1948 o livro “The White Goddess”, a Wicca começou a ser reavivada. Mas somente em 1951, quando a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi sancionada e Gerald Gardner publicou o famoso livros “Witchcraft Today”, que a Bruxaria explodiu e tornou-se uma religião oficial, constitucional e reconhecida por toda a Inglaterra e de lá imigrou para todo o mundo.

Desde 1979 o interesse pela Bruxaria cresceu incrivelmente, podemos notar isto através dos vários livros sobre o assunto que foram publicados desta época para cá nos EUA e na Europa.

A Bruxaria tornou-se muito conhecida e professada entre os europeus e norte americanos, porém, nos últimos dois anos houve um crescente interesse pela Bruxaria no Brasil.

A Magia Wicca surgiu no neolítico nas regiões européias entre os povos da Irlanda, Inglaterra, País de Gales, percorrendo os povos da Itália e da França. O povo Celta, ao invadir a Europa, trouxe suas crenças nativas, que se mesclaram ao conjunto de crendices da população local, dando assim início às práticas Wiccanianas. Apesar da Wicca ter criado raízes entre o povo Celta, é de suma import6ancia ressaltar que a Bruxaria é anterior à estes povos.

A palavra Wicca vem do saxão witch ou do inglês arcaico wicce que significa “girar”, “moldar”ou “doblar”. Alguns estudiosos porém, afirmam que esta palavra vem da raiz germânica wit que quer dizer”saber”. Deduzimos daí que a palavra Wicca significa a “A SABEDORIA DE GIRAR, DOBRAR E MOLDAR AS FORÇAS DA NATUREZA AO NOSSO FAVOR”, um dos objetivos da Bruxaria.

Assim como na crença Celta, na Wicca existem duas forças primárias que são veneradas nos rituais, sortilégios e petições: A Grande Deusa Mãe e o seu filho e consorte o Deus Cornífero, um ser meio homem, meio animal, responsável pelos rebanhos e pelas florestas.

A Deusa é o princípio da feminilidade, da fecundidade e da criação. Seu símbolo é a Lua e na Bruxaria ela é a detentora de 3 personalidades e 3 faces que representam o presente, o passado e o futuro; as 3 fases da Lua que são veneradas – Crescente, Minguante e Cheia; os 3 ciclos da vida – Juventude, maturidade e velhice; as 3 cores sagradas da Bruxaria – branco, vermelho e preto. A Deusa é a Grande trindade feminina de Donzela, Mãe, Anciã, tão comum nas mitologias de várias culturas antigas.

A Wicca é uma filosofia mágica de vida baseada nos ciclos da natureza, incluindo várias formas de Magia Branca e rituais para harmonização pessoal, através das forças da natureza, envolvendo o poder das fases lunares e da 4 estações do ano. Como representação primordial do ressurgimento Pagão numa versão moderna, revive o culto à Grande Deusa e aos Deuses Antigos através de rituais, quase esquecidos, de nossos ancestrais.

A Bruxaria foi muito deturpada através dos tempos, principalmente pelo clero da igreja Católica que se sentiu ameaçada pelo seu poder, já que o Paganismo era a religião oficial da Europa, antes da chegada do catolicismo. Devido à forte influência da Bruxaria entre os europeus, a igreja promoveu a “Caça às Bruxas”, através da Santa Inquisição.

Em 330 d.C., o cristianismo foi estabelecido e imposto como religião oficial. A partir daí, muitos dos velhos rituais e Deuses que eram venerados foram abandonados. A aristocracia, sedenta em querer dominar a população e adquirir riquezas uniu sua força ao poder político da nova religião. Mas os camponeses, os verdadeiros pagãos se recusavam veementemente em aceitar a religião cristã e se o fizeram foi por extremada imposição. Mesmo assim, nunca abandonaram seus ritos, práticas mágicas e continuaram a cultura seus Deuses.

Na idade média, a bruxaria foi colocada em segundo plano e marginalizada pela igreja católica. O objetivo principal da Inquisição era acabar de vez com as crenças wiccanianas, que eram ameaçadoras à nova religião que se preocupava muito mais em enriquecer e acumular fortunas do que levar ao mundo o evangelho.

Em nenhum momento a bruxaria foi uma religião maligna ou que cultuava os poderes do mal, mas apenas uma forte crença arraigada no coração de todos os antigos europeus e que precisava ser eliminada à qualquer custo pelo cristianismo que crescia.

OS sacerdotes do início da era cristã adaptaram diversos rituais da Bruxaria, anulando desta forma o Culto Pagão pela absorção. Assim, mesmo que de forma disfarçada ocorreu um sincretismo religioso, e massacrando as Divindades e crenças antigas a religião católica ganhou forças e dominou o mundo.

A Wicca tenta trazer novamente ao conhecimento público os rituais antigos. Hoje nada pode ocorrer além disso, pois muitos dos segredos que a envolviam foram perdidos quando a Bruxaria era considerada crime. Hoje também não existe mais uma linhagem de Sacerdotes como antigamente, mais sim pessoas normais que praticam rituais antiquíssimos cuja origem se perde no tempo.

A Wicca é a prática mais antiga do mundo, a mesma que inspirou os homens a gravar caracteres rupestres nas cavernas. Por ser uma filosofia centrada na natureza e realidade de vida primitiva, muito do que se era praticado foi adaptado. Porém sua essência não foi perdida e suas práticas possuem tanta eficácia quanto às que eram praticadas no Neolítico.

A Wicca prega a liberdade de ação e expressão, ensinando o homem a compreender sua verdadeira relação com a Terra e com o que a envolve, pois segundo a crença pagão os Deuses se manifestam através de todas as coisas.

Celebrando os ciclos da natureza, as estações sazonais, as fases da Lua, os poderes do Sol e das estrelas, os Bruxos realizam seus ritos mágicos e adoram as duas grandes forças polares do Cosmos manifestadas como a Deusa Tríplice do Círculo do Renascimento e o Deus Cornífero, o fecundador da Vida.

Os Bruxos e Bruxas da Magia Wicca acreditam que essa Deusa e esse Deus estão presentes dentre e fora de nós mesmos, por isso todas as formas de vida devem ser respeitadas como expressão da Grande Divindade. Acreditando que a Terra é a própria manifestação da Deusa, nós Bruxos amamos e cultuamos a natureza ao contrário da maioria das crenças patriarcais que fizeram dos homens os maiores exploradores da Terra, colocando-os contra a natureza.

Na atualidade onde dificilmente há lugar para expressão dos valores femininos e onde não existe qualquer figura feminina como caráter sagrado principal, a perspectiva matrifocal da Wicca contribui para o seu crescimento, tanto junto aos homens como das mulheres.

A cada dia mais e mais pessoas se voltam às práticas Wiccanianas, já que a Bruxaria é uma filosofia adequada às crises ecológicas, psíquicas e espirituais do homem moderno. Hoje centenas de milhares de pessoas vêm participando freqüentemente de Sabás, Esbats e rituais específicos da Bruxaria. Além disso, a procura por cursos e informações sobre a Wicca cresceu enormemente.

A Wicca prega o amor incondicional à natureza e por isso tem muito a oferecer ao homem da atualidade que se encontra perdido em meio ao avanço científico e tecnológico.

(TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO: Wicca – Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna, AUTOR: PRIETO, Claudiney/ EDITORA: Germinal/ ISBN: 85-86439-05-3)