24/09/2010

MELCHIZEDEK


Uma das personagens mais misteriosas e comentadas da Bíblia, Melquisedec surge nos últimos tempos como um dos seres mais importantes para nosso planeta num momento de transformação.

Por Gilberto Schoereder

O nome de Melquisedec surge na Bíblia em Gênesis (14: 18-20), em Salmos 110, e em Hebreus (5-7), e é grafado de diversas formas: Melquisedec (por exemplo, na Bíblia de Jerusalém) ou Melquisedeque, em outras fontes em português; Melchizedek; Malki-tzédek; Malchizedek; Melchisedech.
Segundo alguns estudiosos, o nome ou expressão podem ser traduzidos como “Zedek é meu rei”, ou “meu rei é justo”. No primeiro caso, refere-se a uma divindade caananita. No Gênesis, Melquisedec é apresentado como o rei de Salem – cidade que muitos estudiosos entendem como sendo a própria Jerusalém –, e sacerdote de El Elyon, ou Deus Altíssimo, interpretado por alguns como uma referência a Iahweh.
Carmen Balhestero, da Pax Universal, informa que, para os mestres da Fraternidade Branca, Melquisedec sempre esteve presente nas principais ordens iniciáticas da humanidade, como a Maçonaria, os Templários e a Rosa-Cruz. “Sanat Kumara ou Melquisedek”, ela explica, “veio de Vênus há éons para trazer a chama do Amor Incondicional para a Terra, e fundou, no centro da Mãe-Terra, Shamballa – o centro de aprendizado para a evolução humana –, e comprometeu-se a só voltar a Vênus quando o último ser humano atingir a ascensão”.
A Enciclopédia Britânica diz que Melquisedec é uma figura de importância bíblica porque era tanto um rei quanto sacerdote, e encontrou com Abrão quando este voltava da batalha em que derrotou Codorlaomor, levando-lhe pão e vinho. Segundo a enciclopédia, alguns estudiosos cristãos interpretaram essa passagem como uma precursora da Eucaristia.
O texto em Hebreus (7:3) diz: “Sem pai, sem mãe, sem genealogia, nem princípio de dias nem fim de vida! É assim que se assemelha ao Filho de Deus, e permanece sacerdote eternamente” (Bíblia de Jerusalém. Paulus). A interpretação dessa passagem tanto pode ser a de que Melquisedec era semelhante ao Filho de Deus, ou o próprio Filho de Deus; outras entendem que houve um erro de tradução e que a ordem que ele dirigia é que era “sem genealogia”.

Apesar de aparecer poucas vezes na Bíblia, Melquisedec se tornou uma das figuras mais discutidas e misteriosas do livro sagrado, sendo alvo de interpretações tanto no cristianismo quanto no judaísmo. Uns entendem que a narrativa de Melquisedec fazia parte de uma tradição independente, inserida de forma desastrada na narrativa da batalha travada por Abrão. Em algumas interpretações rabínicas, ele é identificado com Sem, filho de Noé; outras afirmam que Melquisedec instruiu Abrão na Torá, e ainda, que a escola de Melquisedec era um dos três lugares em que o Espírito Santo se manifestava; ainda identificaram Melquisedec como sendo um dos quatro ferreiros citados em Zacarias (2:3); e o Talmude ensina que Davi escreveu o Livro dos Salmos incluindo nele o trabalho dos anciãos, inclusive Melquisedec.
Já na tradição gnóstica – conhecida por meio dos textos encontrados em 1945 e hoje conhecidos com a Biblioteca de Nag Hammadi –, é revelado que Melquisedec é Jesus Cristo, ou seja, como Jesus, Melquisedec vive, prega, morre e ressuscita.
Jane Ribeiro, que faz um trabalho gratuito na Pax sobre Melquisedec, diz que ele é um dos “Senhores da Luz”, juntamente com Arcanjo Miguel e Lorde Metraton. “Esses seres”, ela explica, “são divindades que servem diretamente ao Pai Altíssimo e, a cada término de um ciclo planetário, se aproximam para atuar como guias, ajudando a preparar a humanidade no transcurso do período de transição”.
Ele é considerado o Sacerdote Eterno e Permanente do Altíssimo, tendo recebido do Pai o título de sumo sacerdote, quando então foi ativada a atuação da Ordem de Melquisedec.
Ele teria vivido na Terra em cerca de 8.000 a.C., e alguns esotéricos conseguiram identificar algumas de suas passagens na Terra. Helena Blavatsky (1831-1891), por exemplo, fundadora da Sociedade Teosófica), identificou-o com o Noé bíblico, o que nos remete à interpretação rabínica que o identifica com o filho de Noé. No livro A Hierarquia dos Iluminados (Madras Ed.), a autora Narcy C. Fontes afirma que Enoc (ou Enoque), pai de Matusalém, foi uma das “passagens” de Melquisedec. E nos livros da Ponte Para a Liberdade (www.ponteparaaliberdade.com.br) ele é identificado como sendo Sanat Kumara, o Instrutor do Mundo. Estaria entre nós desde a longínqua era da Lemúria – um continente que, segundo alguns estudiosos, teria existido na região do Oceano Pacífico, ou Índico, segundo algumas versões, e que teria afundado, ainda antes da Atlântida. Assim, Melquisedec teria vivido na Terra em corpo físico por pequenos períodos, como uma encarnação do Pai, com o objetivo de auxiliar a humanidade em seus momentos de transição. Seu trabalho aqui tem sido, portanto, o de manter viva a sabedoria do Pai. “Muita dessa sabedoria”, diz Jane Ribeiro, “foi inserida em nossa memória celular e desperta neste tempo, uma vez que a ativação da Ordem de Melquisedec neste planeta possibilitou a liberação dessa sabedoria para toda a humanidade”.

Também realizando um trabalho sobre Melquisedec é o designer gráfico Mário Diniz. Ele explica que seu primeiro contato com Melquisedec – que ele grafa como Melchizedek –, foi através do livro O Alquimista, de Paulo Coelho. “Como designer gráfico”, ele conta, “criei as ilustrações para a edição brasileira e a da Espanha. Nesta obra existe uma personagem com o nome de Melchizedek, O rei de Salém, que sempre aparecia para aqueles que estavam prestes a desistir de sua Lenda Pessoal”. Anos depois, Diniz foi convidado a criar uma imagem para Melchizedek, capa para uma revista metafísica de vanguarda publicada no Brasil e em Sedona, Estados Unidos. “Essa imagem até hoje emociona e sensibiliza todos aqueles que a tocam com seu olhar, introjetando e inspirando o Sagrado em nosso coração”.
Na mesma época, quando fazia um treinamento específico para abrir-se às canalizações conscientes, Melquisedec se aproximou ainda mais da vida diária de Mário Diniz, que realizou diversos projetos sob sua orientação e canalização. Em maio de 2001, no exato momento em que recebia sua formação como Karuna Reiki Master, seu mestre-professor recebeu uma mensagem segundo a qual ele também deveria receber, naquele momento, a iniciação da Ordem de Melchizedek, “uma iniciação reiki só outorgada dentro do Sistema TeraMai Reiki em seu último nível. Foi um momento sagrado inesquecível”.
“Em dezembro de 2001, durante um Processo Iniciático de Reprogramação de DNA, que dura 21 dias, recebi uma Iniciação Espiritual com Espada e Orientação direta de Lord Melchizedek e Saint Germain para que outorgasse esta mesma Iniciação ao maior número de pessoas que estivessem abertas para receber. Quando perguntei se era Melchizedek ou Saint Germain, a resposta que veio foi: “Somos Um”. Desde esse dia Diniz é um Sacerdote da Ordem de Melchizedek e do Fogo Violeta de Saint Germain.
Ele conta que a Ordem de Melchizedek foi reativada no planeta em meados de 1993, para formar ou despertar melchizedeks que já se encontram preparados para receber o sacerdócio dessa ordem cósmica, que tem seu templo nos Planos Internos, “melhor representado na sagrada câmara secreta do seu coração, sob um Véu Trino de Fogo Rosa, Dourado e Azul. Ali, encontra-se a Sua Verdade, Caminho e Vida Eterna”.

Diniz explica que Melchizedek é conhecido como o Logos Universal, o Grande Espírito e Arquiteto deste universo. Também é conhecido como Rei do Mundo, aquele que contém o Acorde Universal e a Ordem Divina para este universo.
“Na Terra”, explica Mário Diniz, “a Ordem de Melchizedek desperta em todos aqueles que estejam vibrando no aprimoramento da realidade em que vivemos. A Ordem de Melchizedek é uma ordem de ensinamentos e transformação, preparando almas para operarem em muitos mundos, recebendo as novas formas-pensamento e códigos de energia para que transcendam seus Alphas-Omega (limites inicial e final), e mudem a lei cármica ou dharma destes mundos ainda subordinados pela Limitação”.
Ele diz ainda que os sacerdotes e as sacerdotisas de Melquisedec são aqueles que têm a capacidade de ver por trás dos mitos da ilusão sócio-política e que trabalham com a inteligência superior (o “eu superior”) e com a organização da consciência humana. Assim, cita como grandes sacerdotes da Ordem de Melquisedec: Abraão, Jesus, Saint Germain, Krishna, Roger Bacon, Paracelso, René Descartes, Isaac Newton, Alberto Magno, Giordano Bruno, Benjamin Franklin, Walt Whitman.
“Em nossa Era de Aquário, a Ordem de Melchizedek é mais uma vez acionada para tornar visível ao planeta Terra a promoção e a aceleração da consciência de Deus, para ensinar e demonstrar o Princípio da Unidade de todas as coisas. Precisamos nos dedicar a transformar nós mesmos e auxiliar a todos, para ascender à nossa consciência maior, desenvolver a auto-maestria, ensinada por todos os Mestres Ascensionados. As Iniciações e Sintonizações do Sacerdócio da Ordem de Melchizedek são um grande passo, necessário para a compreensão dos Divinos Princípios dessa Ordem Cósmica

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